Tráfico de antiguidades cresce na América Central e México

Roubo de peças acontece normalmente em museus e igrejas; as preferidas são do período pré-colombiano

AFP |

Os traficantes de antiguidades agem cada vez mais em sítios arqueológicos na América Central e no México, denuncia o Conselho Internacional de Museus (ICOM, na sigla em inglês).

A ONG divulgou uma Lista Vermelha de Bens Culturais em Perigo na América Central e no México, que inclui peças arqueológicas de ouro, jade, osso, cerâmica e pedra, além de pinturas em tela.

A publicação dessa lista tem como objetivo evitar a comercialização das raridades.

O roubo geralmente acontece em museus e igrejas, que possuem peças das eras pré-colombiana, colonial e republicana, informou nesta terça-feira a imprensa da Costa Rica.

"O tráfico de bens culturais de civilizações pré-colombianas do México e da América Central aumentou, mas ainda não temos informações estatísticas sólidas para medir o tamanho do problema", lamenta a representante do ICOM no país, Marine Mayer.

"O tráfico já acontece há muitos anos, mas com a globalização há uma demanda maior por essas peças no exterior", explica.

Estados Unidos e Europa são os maiores mercados de peças arqueológicas, precisou a especialista, que pede às autoridades dos diferentes países que troquem informações sobre os objetos, que podem ter até 1400 anos.

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