Trabalho com células-tronco puxa palpites ao Nobel

Previsões com base em dados sobre a quantidade de citações de trabalhos por outros cientistas apontam favoritos ao prêmio

Reuters |

Os pesquisadores que descobriram as células-tronco e o hormônio do apetite (leptina), que prepuseram que a "energia escura" está ajudando a expansão do universo e que desenvolveram os "chips genéticos" são apontados como favoritos para os Prêmios Nobel de Medicina, Física e Química.

David Pendlebury, da divisão de Saúde e Ciência da Thompson Reuters, fez as previsões usando dados da "Teia do Conhecimento". uma ferramenta da empresa que quantifica as citações dos trabalhos por outros cientistas. Todos os anos, pelo menos um dos citados nessa lista ganha um Nobel.

"Pessoas que ganham o Prêmio Nobel publicam cerca de cinco vezes mais que o cientista médio e são citadas 20 vezes mais que o cientista médio", disse Pendlebury por telefone.

Para o Nobel de Fisiologia ou Medicina, a ser anunciado em 4 de outubro, Pendlebury escolheu três possíveis equipes.

Douglas Coleman, do Laboratório Jackson, do Maine, e Jeffrey Friedman, da Universidade Rockefeller, de Nova York, foram citados por terem descoberto a leptina, um hormônio ligado ao apetite e à obesidade. Os dois receberam na terça-feira o prêmio Lasker, que muitas vezes antecipa o Nobel.

O Nobel muitas vezes é concedido a trios de pesquisadores, e Pendlebury apontou Ernest McCulloch e James Till, do Instituto do Câncer de Ontario, no Canadá, que descobriram as células-tronco da medula óssea no começo da década de 1960, e Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto (Japão) e do Instituto Gladstone de Doenças Cardiovasculares, de San Francisco, que em 2006 descobriu como produzir células-tronco pluripotentes induzidas a partir de células cutâneas comuns.

Outro possível vencedor seria Ralph Steinman, da Universidade Rockefeller, de Nova York, que ajudou a descobrir o papel das células dendríticas (um tipo de célula de defesa), o que contribuiu para o desenvolvimento de vacinas.

Para o prêmio de Física, que será anunciado em 5 de outubro, Pendlebury citou a equipe de Saul Perlmutter, da Universidade da Califórnia, no câmpus de Berkeley, Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e Brian Schmidt, da Universidade Nacional Australiana, por pesquisar a chamada "energia escura" e seus efeitos sobre a expansão do universo.

Charles Bennett, da Nasa e da Universidade Johns Hopkins, e Lyman Page e David Spergel, da Universidade Princeton, foram citados por seu trabalho com a Sonda Anisotrópica de Micro-Ondas de Wilkinson, um instrumento que mede o calor remanescente do Big Bang para determinar o tamanho, formato e composição do universo.

Para o prêmio de Química, a ser concedido no dia 6, os favoritos são Patrick Brown, da Universidade Stanford (Califórnia), que inventou as microestruturas de DNA, conhecidas como "chips genéticos", hoje usados por cientistas para ver quais genes são ativos em várias células; e Stephen Lippard, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que descobriu como fazer a platina perturbar o DNA -- a base de uma família de medicamentos contra o câncer que usa esse metal.

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