Teste de DNA livra 'estripador de Yorkshire' de uma morte

Crime cometido há 35 anos, e atribuído a assassino famoso, é desvendado por exames de DNA

BBC Brasil |

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A polícia da cidade britânica de Lancashire diz ter desvendado um assassinato cometido há 35 anos graças a provas obtidas por meio de exames de DNA.

A vítima, Joan Harrison, uma prostituta de 26 anos, foi encontrada morta em uma garagem na cidade de Preston, em 1975. O crime foi atribuído ao chamado 'estripador de Yorkshire', que em 1981 foi condenado a vinte penas de prisão perpétua por ter matado 13 mulheres, a maior parte delas prostitutas.

Mas a polícia diz que graças a avanços nas técnicas de análise DNA ela conseguiu reunir material que prova que o crime foi cometido por outra pessoa.

A polícia descobriu que traços de saliva encontrados na cena do crime coincidiam com o DNA de Christopher Smith, da cidade de Leeds, que morreu em 2008, aos 60 anos de idade.

A promotoria da Inglaterra e do País de Gales diz que indiciaria Smith por assassinato, caso estivesse vivo.

Joan Harrison tinha uma marca de mordida em seu seio e teve várias de suas joias roubadas, entre elas suas duas alianças de ouro, que recebera em seus dois casamentos.

Smith teve uma amostra de DNA retirada quando foi preso em 2008 por dirigir bêbado, mas morreu seis dias mais tarde de uma doença terminal.

Investigações concluíram que ele já havia sido condenado previamente por crimes como agressão, roubo e estupros.

Carta
Outra prova da polícia seria uma carta de três páginas, escrita por Smith e encontrada em sua casa um dia antes de ele morrer, que daria a entender que ele seria o autor do assassinato.

A carta dizia: ''Não posso carregar a culpa. Vivi com ela por 20 anos. Lamento profundamente a dor que eu tenha causado a qualquer um. Por favor, creia em mim quando eu digo que sinto profundamente. Eu amo meus netos e minha filha. Não posso mais voltar para a prisão. Que deus ajude a minha família, a quem eu venero. Não me meto em confusões há anos, por isso que Deus me ajude. Sinto muitíssimo. Deus me perdoe. Eu os amarei para sempre''.

Acredita-se que Smith não conhecia sua vítima e que possa tê-la encontrado por acaso após ter cumprido a sentença que servia em uma prisão situada perto da região do crime.

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