Terapia por ondas de choque serão alvo de estudo da Unifesp

Ainda há poucos estudos acadêmicos sobre a aplicação do tratamento em lesões ósseas ou feridas de difícil cicatrização

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A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pretende realizar pesquisas em terapias por ondas de choque. A técnica já está bem estabelecida para litotripsias - uso das ondas para destruir pedras nos rins. Mas ainda há poucos estudos acadêmicos sobre sua aplicação em outras áreas, como o tratamento de lesões ósseas ou de feridas de difícil cicatrização.

A instituição adquiriu recentemente quatro geradores de ondas de choque com dinheiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep-MCT). O ortopedista Paulo Roberto Dias dos Santos explica que já começaram os testes pré-clínicos em roedores com lesões na tíbia. E há três estudos clínicos que esperam aprovação do comitê de ética da universidade. “Devem começar no início do próximo ano”, afirma Santos, que teve seu primeiro contato com a terapia por ondas de choque no tratamento de problemas ósseos em 2000.

Na ocasião, ele conheceu Wolfgang Schaden, cirurgião do Centro de Trauma Meidling, em Viena, na Áustria. Lá, a terapia por ondas de choque é a primeira opção de tratamento em casos de pseudoartrose, quando o processo de regeneração de fraturas ósseas demora mais do que o esperado. Só depois, em caso de insucesso, recorre-se à cirurgia.

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