Novo procedimento faz com que células dos dentes podem ser reprogramas para criar qualquer tipo de tecido

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Uma técnica desenvolvida pelo Laboratório de Genética do Instituto Butantã, em São Paulo, abre caminho para o tratamento de diversas doenças, usando dentes de leite para recriar células 'embrionárias'.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o Instituto Butantã desenvolveu uma técnica que reprograma células extraídas de dentes de leite, tornando-as capazes de criar qualquer célula e tecido.

A técnica abre caminho para outras descobertas científicas, podendo ser usadas no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, e enfermidades psiquiátricas.

A pesquisa, segundo a secretaria, demonstrou que as células-tronco adultas da polpa de dente de leite podem reduzir a um estágio pluripotente induzido (iPS, na sigla em inglês). Essas células demonstraram ter a mesma versatilidade de células-tronco embrionárias, retiradas de embriões de poucos dias.

A técnica, que não é invasiva, é mais rápida e barata que outros métodos, segundo a secretaria. Muitos pesquisadores estudam as iPS em células da pele, que podem causar mutações, transformando-se em tumores devido à exposição ao sol e outras contaminações. Além disso, é necessária uma biópsia para retirá-las.

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