Sonda espacial Dawn se encontrará com asteroide Vesta após 4 anos

Nave não tripulada da Nasa será a primeira a entrar na órbita de um asteroide

EFE |

NASA
Nasa consegue a primeira imagem do asteroide gigante Vesta, o ponto mais brilhante
A sonda espacial Dawn se encontrará finalmente com o asteroide Vesta, após quatro anos de viagem em sua busca, informou nesta sexta-feira a Nasa (agência espacial americana).

Esta será a primeira vez que uma nave espacial entrará na órbita principal de um asteroide, neste caso o Vesta, que se encontra entre as órbitas de Marte e Júpiter.

A sonda Dawn , lançada em setembro de 2007, estudará Vesta durante um ano e as observações ajudarão os cientistas a entenderem os "primeiros capítulos" da história do sistema solar, assegura a agência espacial.

Assim que a nave se aproximar do Vesta, seus instrumentos tomarão imagens detalhadas de sua superfície, enquanto a Nasa já publicou algumas fotos do asteroide feitas pela sonda durante sua viagem a uma distância de 41 mil quilômetros.

Os engenheiros preveem que a nave entre na órbita do asteroide na madrugada da sexta-feira para sábado, aproximadamente às 1h do horário de Brasília do sábado, e esperam ter confirmação que a nave fez sua entrada durante uma prova de comunicações no domingo às 3h30 do horário de Brasília.

"Levamos quase quatro anos para chegar a este ponto", disse o diretor do projeto Dawn, Robert Mase, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena (Califórnia), que garantiu que segundo os últimos cálculos tudo está a ponto para que o encontro "se conclua com normalidade".

A Nasa explicou em comunicado que os engenheiros trabalharam cuidadosamente na configuração da trajetória de Dawn durante anos para que coincida com a órbita que segue Vesta ao redor do Sol.

Após um ano de missão, em julho de 2012, Dawn se dirigirá a seu segundo destino, o planeta anão Ceres, e se tornará a primeira sonda a orbitar os dois destinos do sistema solar mais distantes da Terra.

Vesta e Ceres são dois dos maiores corpos do cinto de asteroides que rodeia o Sistema Solar. Nessa região se encontram cerca de 100 mil asteroides, considerados os "escombros" que ficaram após a formação do sistema há 4,6 bilhões de anos.

Neste projeto participam o centro JPL para a Direção de Missões Científicas da Nasa em Washington, o Centro Marshall de Voo Espacial em Huntsville (Alabama), a Universidade da Califórnia (UCLA) e a companhia Orbital Sciences Corporation, que projetou e construiu a nave espacial.

Também são parte da equipe da missão o Centro Aeroespacial Alemão, o Instituto Max Planck para a Pesquisa do Sistema Solar, a Agência Espacial Italiana e o Instituto Italiano de Astrofísica.

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