Sonda da Nasa irá investigar como Marte perdeu sua água

Planeta já teve água em forma líquida. Missão estudará as razões da mudança e o potencial para vida do planeta

Alessandro Greco, especial para o iG |

NASA
Desenho artístico da sonda MAVEN que irá a Marte investigar a existência no passado de água e vida no planeta vermelho
No início de outubro, a Agência Espacial Americana (Nasa) autorizou o desenvolvimento da missão Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN). O projeto irá levar até Marte uma sonda para investigar porque ao longo do tempo o planeta vermelho perdeu a água que tinha em sua superfície e com isso, a possibilidade de ter vida. “O objetivo da missão MAVEN é entender o quanto da atmosfera de Marte se perdeu para o espaço. O clima no planeta mudou ao longo do tempo. Evidências geológicas nos mostram que antigamente o ambiente lá era mais molhado e presumivelmente mais quente do que é hoje. Sabemos que água líquida corria pela superfície, mas não há água líquida em forma estável atualmente – hoje Marte é muito frio e muito seco para ela existir”, explicou ao iG Bruce Jakosky, chefe de pesquisa da missão e professor de Ciências Geológicas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

A mudança climática em Marte também levanta a questão do potencial de existência de vida no planeta no passado. “As pessoas querem saber se Marte podia ter tido vida e se ela existiu lá. A MAVEN irá nos fazer entender a natureza e a história da capacidade de Marte ter sido habitada por microorganismos”, comenta Jakosky.

A explicação mais plausível para a mudança climática marciana é que havia uma grossa camada de atmosfera que provia calor suficiente para elevar a temperatura a um valor no qual água podia existir. “O mais provável é que o gás fosse CO 2 . Ele pode ter sido perdido para o solo, formando minerais, ou para o espaço”, afirmou Jakosky.

A sonda tem lançamento previsto para novembro de 2013 e deve chegar ao seu destino final em agosto de 2014 em uma viagem de 10 meses até Marte. “Iremos começar a mandar dados para a Terra em outubro de 2014”, afirma Jakosky.

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