Sistema em 3D busca dar autonomia médica para astronautas

Testes mostraram que usuários sem experiência puderam realizar procedimentos relativamente difíceis com a ajuda do dispositivo

EFE |

Um sistema baseado na realidade aumentada, divulgado nesta terça-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA), deverá ajudar os astronautas a cuidar de sua saúde no espaço e permitir-lhes realizar intervenções cirúrgicas de forma autônoma.

O projeto, que está em fase de testes e foi impulsionado por dois centros de pesquisa alemães e um consórcio de aplicações espaciais com sede na Bélgica, leva o nome de Sistema de Diagnósticos Médicos e Cirurgia Assistida por Computador (CAMDASS, na sigla em inglês).

O dispositivo requer primeiro o registro do corpo do paciente com uma câmera após ter recebido marcas de referência, e depois sobrepõe sobre o campo de visão do usuário gráficos em três dimensões gerados por computador que proporcionam informação em tempo real sobre o que tem diante de si e como atuar.

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Esta técnica de visualização começou a ser experimentada com os exames de ultra-sons, porque a ESA já dispõe dos equipamentos necessários para realizá-los, mas é uma tecnologia que, segundo a agência, poderia ser aplicado a qualquer procedimento médico.

Os testes realizados em um hospital em Bruxelas demonstraram que usuários sem experiência puderam realizar procedimentos relativamente difíceis graças às indicações do CAMDASS.

O dispositivo mostra aos usuários como colocar e movimentar de forma adequada o transdutor de ultra-sons para examinar a área de interesse, e apresenta uma série de imagens com indicações sobre o que podem encontrar.

Com este avanço, segundo indicou a ESA, se pretende conseguir que os astronautas possam solucionar os problemas médicos por sua conta, porque à medida que se afastem mais da Terra em futuras missões do sistema solar aumenta a possibilidade que haja interferências nas comunicações com a base.

Porém, o CAMDASS, acrescentou a ESA, também poderia ser usado como um sistema de "medicina via satélite", para "prestar primeiros socorros em países em vias de desenvolvimento ou na Antártida".

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