Sinais da seca na Europa ocidental são captados por satélite

Primavera sem chuvas, que está prejudicando agricultura e aumentando o risco de incêndio, pode ser observada do espaço

EFE |

ESA – AOES Medialab
Satélite SMOS faz observações sobre a umidade do solo e a salinidade dos oceanos
As consequências da primavera "excepcionalmente seca" que a Europa Ocidental está vivendo são visíveis nos dados de umidade do solo recolhidos por um satélite. As imagens foram apresentadas nesta sexta-feira (13) em forma de mapa pela Agência Espacial Europeia (ESA).

De acordo com as imagens, o planalto norte e o vale do Ebro, na Espanha, apareciam com um solo notavelmente mais seco em abril que no mesmo mês do ano passado, da mesma forma que a maior parte do território francês (a exceção do extremo oeste), Bélgica e centro e sul da Alemanha.

"A seca está causando sérios problemas para agricultores e responsáveis da gestão dos recursos hídricos, e aumenta o risco de incêndios florestais", ressaltou a agência em comunicado.

O SMOS, nome pelo qual o satélite é conhecido, está em órbita há 18 meses, e desde então mede a escala global a umidade armazenada no terreno assim como a salinidade da superfície dos oceanos, elementos importantes para realizar prognósticos sobre a temperatura, a umidade ambiente e o nível de precipitações.

A estimativa da quantidade de água armazenada na região das raízes - até uma profundidade de um ou dois metros - é útil para a agricultura e para melhorar as previsões meteorológicas.

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