Sequenciado o genoma de quatro espécies de formiga

Estudo quer entender porque rainhas e operárias são tão diferentes tendo o mesmo código genético

iG São Paulo |

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Genoma da formiga argentina pode contribuir para o controle de invasão de pragas em lavouras
Cientistas americanos sequenciaram o genoma da formiga argentina, uma espécie que prolifera em numerosas partes do mundo, perturbando os ecossistemas de numerosas regiões do mundo. O estudo pode contribuir para o controle de invasão de pragas em lavouras.

"A formiga argentina é uma espécie que apresenta interesse particular para os cientistas, devido a seu enorme impacto ecológico", explica Neil Tsutsui, professor em ciências ambientais da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, um dos coordenadores do estudo que também apresentou o sequenciamento de outras espécies do inseto.

"Quando as formigas invadem, elas devastam comunidades locais de insetos, favorecendo o desenvolvimento de populações de organismos nocivos à agricultura", precisa.

Também foram mapeados os genomas da formiga vermelha ( Pogonomyrmex barbatus ) e da formiga de fogo (Solenopsis invicta) . O genoma de uma quarta espécie, a Atta cephalotes , também foi sequenciado e será publicado na revista científica Public Library of Science (PLoS) Genetics, ainda no mês de fevereiro. Os estudos poderão ampliar o entendimento dos cientistas sobre como embriões com mesmo código genético podem ser tão diferentes, como é o caso das rainhas e suas formigas operárias.

Similar às abelhas, as formigas têm sofisticadas estruturas sociais. A rainha tem o corpo maior, asas e ovários férteis, e é responsáveis pela reprodução da colônia. As operárias são menores, sem asas e inférteis, e são encarregados de procurar comida e cuidar da prole da rainha.

A análise dos genomas das três espécies de formiga sugere que a modificação química de certos perfis de DNA podem ser responsável pela diferença no desenvolvimento de rainhas e operárias.

"Nossa análise sugere que as formigas utilizam o mesmo sistema genético que abelhas para criar suas estruturas sociais, embora ainda precisamos compreender se o processo funciona exatamente da mesma maneira em todas as espécies do inseto", disse Christopher Smith, professor da Universidade de São Francisco, um dos autores do estudo publicado na última edição do periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

(Com informações da AFP)

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