Senado dos EUA adia votação de projeto de Obama para saúde

Por Donna Smith e Kim Dixon WASHINGTON (Reuters) - A iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de reformar o sistema de saúde sofreu um revés nesta quinta-feira com o anúncio dos líderes do Senado de que não terão como votar a medida antes do recesso de agosto.

Reuters |

Um dia depois da entrevista de Obama à imprensa em horário nobre para apresentar sua proposta para a saúde, os líderes do Congresso tentavam dirimir as dúvidas sobre o plano do governo e o líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que a Casa não iria analisar a matéria antes da volta do recesso, que começa em 7 de agosto.

Ele disse aos repórteres que o projeto será estudado pelo plenário do Senado quando os trabalhos forem retomados, no outono do hemisfério norte.

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, declarou estar "mais confiante do que nunca" de que o Congresso vai cumprir o cronograma de Obama e aprovar a lei até o fim do ano, mas a votação inicial pode não ser tão rápida quanto se espera.

"Levaremos o projeto ao plenário quando estiver pronto, e quando estiver pronto teremos os votos para aprová-lo," disse Pelosi aos repórteres.

Também nesta quinta-feira, Obama disse não ver problemas no fato de a reforma não ser aprovada até agosto, mas disse que quer que os parlamentares sigam trabalhando no projeto. "Quero que o projeto saia do comitê", disse o presidente em reunião na assembleia local de Shaker Heights, em Ohio. "Quero isso pronto até o final do ano", acrescentou.

O pacote de reformas em tramitação nas duas casas do Congresso tem recebido críticas de todas as partes por seu custo de mais de 1 trilhão de dólares e seu alcance. Os congressistas debatem como custear o programa e controlar os gastos com saúde.

Pelosi disse haver ainda uma discussão sobre o adiamento do recesso da Câmara, que se inicia dia 31 de julho, em um dia ou dois para se chegar a um acordo sobre o projeto.

Obama deixou a elaboração do texto do projeto a cargo do Congresso, mas intensificou seu lobby na última semana, tendo se encontrado com políticos mais relutantes e aparecido em público para falar de seu plano para a saúde.

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