Intensificar uma lembrança enquanto dormimos pode fixá-la melhor

Estudo constatou que pessoas que tiveram a memória reforçada durante o sono lembravam-se com mais precisão
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Estudo constatou que pessoas que tiveram a memória reforçada durante o sono lembravam-se com mais precisão
Lembrar enquanto dormimos é muito mais eficiente do que quando estamos acordados, segundo um estudo realizado pela Universidade de Basileia e publicado neste domingo (23) pela revista "Nature" em sua versão na internet.

Segundo os especialistas liderados por Björn Rasch, reforçar uma lembrança enquanto dormimos pode fixá-la melhor.

No estudo, os especialistas treinaram a memória dos participantes. Eles aprenderam a relacionar um cheiro com a localização de um objeto, de modo que ao sentir o cheiro lembrariam imediatamente onde o objeto estava.

Uma vez fixada a ligação cheiro-objeto, o reforço da lembrança é praticado em alguns participantes enquanto dormiam, liberando nesse momento o cheiro em questão, e em outros, enquanto estavam acordados.

Após este experimento descobriram que as pessoas que tiveram a memória reforçada durante o sono lembravam depois com mais precisão a localização do objeto.

Por outro lado, a lembrança dos participantes que tinham sido submetidos ao teste enquanto estavam acordados tinha perdido intensidade e foi mais fraca que a do outro grupo.

Para documentar melhor o descobrimento, os especialistas realizaram uma ressonância magnética nos pacientes. Assim demonstraram que as partes do cérebro ativadas enquanto usavam a lembrança eram diferentes dependendo se o sujeito estava dormindo ou não.

A descoberta pode ter implicações clínicas no campo da neurociência para o tratamento de diversos transtornos, como o estresse pós-traumático.

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