Saúde e energia serão temas centrais de entrevista de Obama

Por Jeff Mason WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai usar sua influência para pressionar por projetos legislativos de reforma do sistema de saúde e corte de emissões de gás do efeito estufa, nesta terça-feira, em sua quarta coletiva de imprensa na Casa Branca desde que tomou posse.

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Obama concentrou seus primeiros cinco meses de mandato na tentativa de pôr fim á recessão. Ele deve apresentar na coletiva seus planos para criação de empregos e estancamento do desemprego, que os economistas preveem que vá atingir 10 por cento da população economicamente ativa nos próximos meses.

Uma nova mudança de tom de Obama em relação ao Irã, por causa da contestada eleição presidencial que provocou grandes tumultos no país, também é assunto de grande interesse na coletiva.

Obama tem ampliado suas críticas ao governo iraniano pela repressão dos manifestantes ao mesmo tempo que tenta evitar dar a impressão de interferência no país.

"O presidente quer se assegurar de que não se tornará um pretexto que o regime usará contra qualquer um que procure justiça no Irã", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em entrevista à TV NBC. "Sem dúvida, acho que estamos vendo o início da mudança no Irã", acrescentou.

Gibbs disse na segunda-feira a repórteres que o presidente iria falar sobre economia, Irã, saúde e energia na coletiva de imprensa, que começa às 12h30 em Washington 13h30 (horário de Brasília).

Projetos sobre duas das questões defendidas por Obama -- cobertura para 46 milhões de norte-americanos que não têm planos de saúde e redução da poluição de dióxido de carbono emitido pelas grandes indústrias -- estão atualmente tramitando no Congresso.

Mas ambas as matérias enfrentam obstáculos. Os congressistas estão preocupados com o custo de 1 trilhão de dólares estimado para a reforma do sistema de saúde nos próximos dez anos. Além disso, as possibilidades de aprovação do projeto sobre clima são mais positivas na Câmara dos Representantes e menos evidentes no Senado.

Obama espera ganhar apoio nas duas questões ao mesmo tempo que se pronuncia sobre crises internacionais, incluindo o Irã e a tensão na península coreana.

A coletiva de imprensa ocorre num momento em que Obama, embora permaneça pessoalmente popular entre a maioria dos norte-americanos, está vendo um declínio na satisfação da população com suas políticas, segundo as pesquisas.

Uma recente pesquisa divulgada pelo Washington Post/ABC News mostrou que apenas metade dos norte-americanos acredita que o pacote de 787 bilhões de dólares lançado pelo presidente para estimular a economia vá ter resultados.

No fim da tarde Obama tem na agenda um encontro com a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

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