Saúde do ex-presidente peruano Fujimori é delicada, diz médico

LIMA (Reuters) - A saúde do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por abusos aos direitos humanos, é delicada e ele será submetido nesta terça-feira a vários exames após sofrer um quadro de pressão arterial alta, disse seu médico. Fujimori, que completará 71 anos no fim de julho, apareceu na segunda-feira cansado e até dormiu no início de seu segundo julgamento público, acusado de conceder uma indenização milionária ilegal a seu ex-mão direita Vladimiro Montesinos.

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O ex-presidente foi levado durante a noite de segunda-feira ao Instituto Nacional de Doenças Neoplásicas (Inen), onde há pouco mais de um ano submeteu-se a cirurgia para a retirada de uma lesão de natureza cancerígena de sua boca para exames.

"A pressão subiu para níveis altos de 19/11, por isso é que o julgamento foi suspenso por duas vezes. Sua saúde é delicada porque não está respondendo aos anti-hipertensivos", disse à Reuters Alejandro Aguinaga, médico pessoal de Fujimori.

Em novembro do ano passado, um relatório do Inen disse que Fujimori tinha "alto risco" de desenvolver trombose venosa com coágulos sanguíneos devido a uma hipertensão arterial.

A trombose ocorre quando um coágulo obstrui uma veia e impede a circulação normal do sangue, o que causa dor e inflamação que pode ser letal se chegar ao coração ou aos pulmões.

"Pode causar até um derrame cerebral", disse Aguinaga.

Na segunda-feira, Fujimori assumiu ter entregue 15 milhões de dólares ao ex-chefe de Inteligência Montesinos como "compensação por tempo de serviços" em 2000, mas rebateu a acusação de peculato e sua defesa busca evitar uma condenação de oito anos pelo crime.

Com a declaração de Fujimori, o processo foi reduzido e o tribunal anunciou que poderá dar uma sentença na sexta-feira.

(Reportagem de Marco Aquino)

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