Satélite gera primeiro mapa da densidade do gelo no Ártico

Mapa vai ajudar a determinar de que maneira o banco de gelo do Pólo Norte responde à mudança climática

EFE |

CPOM/UCL/ESA
Mapa detalha a densidade do gelo no Ártico. As áreas em rosa tem apenas 2 metros de densidade
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) publicou nesta terça-feira (21) os dados da missão do satélite CryoSat-2, que integram o primeiro mapa da densidade do gelo do oceano Ártico e cuja análise será essencial para compreender como a mudança climática afeta as regiões polares.

O mapa divulgado pela ESA no Salão de Le Bourget, nos arredores de Paris, foi gerado a partir dos dados reunidos pelo satélite durante os meses de janeiro e fevereiro.

O CryoSat-2, que orbita a 700 quilômetros de altitude, é capaz de medir a densidade das placas de gelo abaixo da linha de flutuação. Os resultados da medição, divulgados um ano após seu lançamento, representam uma "nova e importante etapa rumo ao cumprimento da missão" do satélite: determinar de que maneira o banco de gelo do Ártico responde à mudança climática, explicou em comunicado o especialista da ESA Volker Liebig.

O satélite funcionará durante um período de três anos, prolongáveis por outros dois, em uma órbita polar a 717 quilômetros de altitude, com 92 graus de inclinação com relação ao Equador.

Criado dentro do programa "Planeta Vivo", da ESA, o CryoSat-2 tem como objetivo medir a espessura e a superfície da camada de gelo na Antártida, Groenlândia, Islândia e nas regiões oceânicas a altas latitudes, assim como observar geleiras em alto-mar e em terra.

    Leia tudo sobre: espaçoesamudanças climáticasaquecimento global

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG