Sargento ferido na Antártida sai do hospital no Rio

Luciano Medeiros ajudou no combate ao incêndio da base de pesquisa do país no continente, que causou duas mortes

AE |

selo

Ferido ao tentar apagar o fogo na base brasileira na Antártida , o sargento Luciano Gomes de Medeiros, de 45 anos, voltou para casa na noite de ontem. O militar recebeu alta médica após uma semana internado no Hospital Naval Marcílio Dias, no subúrbio do Rio, tratando de queimaduras de segundo grau nas mãos.

Leia também:
Reconstrução de base na Antártida vai custar R$ 100 milhões
Recursos emergenciais para Antártida somam R$ 40 milhões
Raupp diz que pesquisas na Antártida serão descentralizadas
Nova base não ficaria pronta antes de três anos, diz arquiteta
Falha no sistema elétrico pode ter causado incêndio, diz embaixador
Acidente em base na Antártida expõe crise do programa brasileiro
Pesquisadores e militares que estavam na Antártida voltam ao Brasil
Chile oferece ajuda na reconstrução da base na Antártica
70% da estação na Antártida foi destruída pelo fogo, diz Marinha

A volta do militar para casa, após quase um ano cumprindo a missão na Antártida, emocionou a família. Luciano Medeiros retornou no dia do aniversário de 15 anos da filha Mayara. "Ela não sabia da alta e estava triste por ter que passar o aniversário longe dele. Foi um presente para todos nós ele ter voltado", contou a filha mais velha, Thais Medeiros, de 24 anos.

Leia os relatos:
“No começo, não achávamos que seria tão grave”
Militares mortos não acharam a saída da casa de máquinas, tomada pela fumaça
"Vi quando colocaram as máscaras para combater o fogo", diz militar
Pesquisadores e militares que estavam na Antártida voltam ao Brasil

Segundo ela, o militar se recupera bem dos ferimentos. A orientação é para que ele fique em repouso e em ambiente refrigerado, para evitar a ocorrência de infecções nas queimaduras. "Acho que em casa a recuperação vai ser mais rápida. Logo ele vai voltar ao trabalho, mas acho que agora ele deve ficar mais perto da gente", confessou Thais. O sargento queimou as mãos ao ajudar a debelar o incêndio que destruiu a base militar e causou a morte dos oficiais Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos. Os corpos dos militares ainda estão no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro e só serão liberados após a conclusão de exames de DNA.

A morte dos colegas ainda comove Luciano Medeiros, que está sendo acompanhado por psicólogos da Marinha. A família recebeu orientação para evitar que as visitas falem sobre o assunto. "Estamos querendo preservá-lo, vamos deixar que ele fale sobre isso naturalmente. Ele sente muito pela perda dos dois amigos", afirmou Márcia Medeiros, mulher do sargento.

    Leia tudo sobre: comandante ferrazantártidaincêndio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG