Rússia não consegue estabelecer contato com sonda espacial

General russo afirma que Phobos-Grunt está perdida e falha, que fez sonda ficar presa em órbita, pode ter sido ainda mais séria

EFE |

AP
Para ex-responsável de assuntos espaciais da Rússia, falha na Phobos-Grunt (na imagem) seria problema da tecnologia desenvolvida
As novas tentativas de estabelecer contato com a sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, que permanece na órbita terrestre, não deram nenhum resultado, declarou nesta sexta-feira (11) um representante do setor aeroespacial russo.

"Ontem à noite foram realizadas várias tentativas de receber informação do dispositivo. Todas terminaram sem resultado. As possibilidades de salvar a sonda são ínfimas", disse a fonte, que pediu anonimato, à agência "Interfax".

A fonte acrescentou que durante o dia de hoje continuarão os esforços para estabelecer contato com a Phobos-Grunt com ajuda das estações de acompanhamento da Nasa (agência espacial americana) e da Agência Espacial Europeia que se encontram na América do Sul e na Austrália.

Um falha impediu que a sonda espacial russa Phobos-Grunt seguisse rumo a Marte . Ela ficou presa em órbita nesta quarta após falhas no equipamento e causa preocupação, pois pode se espatifar e liberar toneladas de combustível muito tóxico na Terra, a menos que engenheiros consigam colocá-la no rumo correto.

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A fonte, que pediu anonimato, acrescentou que as possibilidades de conseguir reaver a sonda e enviá-la a Marte são "muito pequenas".

A Phobos-Grunt, lançada nesta terça-feira de Baikonur, devia chegar a Marte, mas uma falha ainda não esclarecida deixou a sonda, de 13,5 toneladas de massa, perdida na órbita terrestre.

A Roskosmos (agência espacial russa) declarou que há possibilidades de recuperar o aparelho, já que este conserva todo seu combustível e seus acumuladores não se esgotaram. No entanto, alguns especialistas se mostram cada vez mais pessimistas sobre o destino da sonda.

"Em minha opinião, a Phobos-Grunt está perdida. A probabilidade de isso ter acontecido é muito alta", declarou o general Vladimir Uvárov, ex-responsável de assuntos espaciais das Forças Armadas da Rússia.

"Parece que estamos diante de uma falha mais séria, que não é produto de um erro intelectual, mas tecnológico", destacou o militar em entrevista publicada hoje pelo jornal oficial "Rossíiskaya Gazeta".

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O lançamento da Phobos-Grunt devia marcar o início de uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos, uma das duas luas de Marte, o pouso em sua superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com 200 gramas de amostras do solo do satélite marciano.

O projeto, com um custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais do sistema solar.

(Com informações da EFE e AP)

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