Rede de voluntários faz recenseamento de vaga-lumes

Grupo de 700 americanos passaram meses a observar vaga-lumes para verificar se as populações do inseto estão em declínio

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Vaga-lumes em floresta do Canadá: o espetáculo de luzes dos insetos pode estar chegando ao fim
O pisca-pisca do vaga-lume está ficando cada vez mais raro. Cientistas, preocupados com relatos de que os besouros luminosos estão ficando mais raros a cada verão, criaram uma rede de voluntários que vai fazer uma espécie de recenseamento dos insetos. Eles estão espalhados pelos Estados Unidos e suas observações podem confirmar se a população de vaga-lumes está realmente em declínio.

Como este fim de semana marca extra-oficialmente o fim do verão nos Estados Unidos, os observadores de vaga-lumes estão trabalhando menos, já que o inseto já não aparece mais no sul dos Estados Unidos.

Helen Mester é uma dos cerca de 700 voluntários que passaram o verão observando padrões de luz e duração das luminosidades, além, é claro, do número de aparições. Tudo para abastecer o banco de dados on-line mantido pela entidade Firefly Watch, patrocinada pelo Museu da Ciência em Boston. A aposentada de 54 anos contou vaga-lumes por três anos da janela de seu quarto ou no deck da casa, observando as luzes que levam machos e fêmeas para o acasalamento.

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A aposentada Helen Mester é uma das voluntárias do projeto de recenseamento dos insetos nos EUA
Helen agora é perita em identificar o sexo dos insetos pela simples análise de seus brilhos intermitentes. Ela também aprendeu a identificar o tipo de comunicação feita para a corte. De acordo com a aposentada, a fêmea mostra interesse respondendo ao macho com duas piscadelas.

Cerca de 200 espécies de vaga-lumes foram encontradas a leste das Montanhas Rochosas. Eles produzem a luz através de uma reação química complexa que variam de verde-amarelo a amarelo-âmbar e podem chegar a azul pálido. Eles não são encontrados a oeste das Montanhas Rochosas.

Cada espécie tem o seu próprio padrão de sinalização para atrair companheiros: alguns piscam rapidamente, outros lampejam de maneira bruxuleante, tendo maior ou menos duração, alguns nunca se apagam.

Desde que o Firefly Watch estreou em maio de 2008, cerca de 5.100 pessoas de 42 Estados americanos registraram dados coletados em seus quintais, parques ou prados, disse Paul Fontaine, vice-presidente de educação do Museu de Boston.

Fontaine disse que o museu está empenhado em gerenciar o programa de banco de dados por pelo menos 10 anos. Eles também querem fornecer dados anuais sobre a distribuição de vaga-lumes.

O programa, que tem também voluntários no Canadá, Costa Rica, Gana e Índia, pede aos participantes que observem vaga-lumes por, pelo menos, 10 minutos a cada semana. Cientistas das universidades Fitchburg State e Tufts, em Massachusetts, estão ajudando no projeto.

O acúmulo do banco de dados do Firefly Watch pode ajudar a determinar se os vaga-lumes são realmente em declínio, e em caso afirmativo, onde está acontecendo e o que poderia estar causando isso, disse Christopher K. Cratsley, professor de biologia que estuda vaga-lumes.

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