Radiotelescópio Alma, no Chile, faz primeira descoberta

Projeto europeu instalado no deserto do Atacama descobriu o funcionamento de um sistema planetário próximo

AFP |

ESO/Divulgação
Antenas do radiotelescópio Alma, instalado no Chile: operações iniciadas em outubro
O radiotelescópio Alma , instalado no norte do Chile, apresentou nesta quinta-feira  (12) sua primeira conclusão científica, ao revelar o funcionamento de um sistema planetário próximo, informou um dos administradores do projeto.

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O Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), um radiotelescópio móvel, formado por diversas antenas que podem ser rearranjadas a partir de configurações supercompactas, iniciou as operações em outubro, no deserto de Atacama, depois de mais de uma década de desenvolvimento. E corrigiu o tamanho de um sistema planetário que orbita a estrela Fomalhaut, próxima da Terra, informou o Observatório Europeu Austral (ESO).

Através do Alma, astrônomos determinaram que a estrela Fomalhaut está cercada de planetas um pouco maiores que a Terra, e retificaram um estudo de 2008, segundo o qual era de um tamanho maior, semelhante ao de Saturno, como o determinado pelo telescópio espacial Hubble.

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Esta descoberta "apresenta informações significativas sobre a formação e evolução deste tipo de sistemas", ressaltou um comunicado do ESO, "ajudando a resolver uma controvérsia proveniente de observações anteriores". Isto foi possível "graças à obtenção de imagens extremamente precisas de um disco ou anel de poeira que orbita em torno da estrela, situada a 25 anos-luz da Terra", acrescentou.

O Alma é considerado o mais ambicioso projeto de astronomia terrestre, explorando o Universo através de ondas radiais emitidas por galáxias, estrelas e outros corpos, não captadas pelos telescópios ópticos e infravermelhos que só percebem a luz visível.

Este radiotelescópio de Atacama representa o primeiro projeto astronômico do qual participam Europa, Estados Unidos e Japão, em cooperação com o Chile.

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