Quatro prêmios Nobel vão participar de evento na Unicamp

Premiados vão conversar com estudantes de graduação e pós-graduação selecionados por mérito

iG São Paulo |

Quatro prêmios Nobel de Química estarão esta semana na Unicamp, em Campinas,  para participar da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) que tem como tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica”. Cerca de 150 estudantes de graduação e pós-graduação, selecionados por mérito, poderão ter contato direto com o japonês Ei-ichi Negishi, premiado em 2010, a israelense Ada Yonath (2009), o norte-americano Richard Schrock (2005) e o suíço Kurt Wüthrich (2002).

“Vamos proporcionar uma troca de conhecimento muito interessante com os jovens”, conta a química Vanderlan Bolzani, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, coordenadora da ESPCA-Química. Na quinta-feira (18), os estudantes vão participar de uma rodada de perguntas com os pesquisadores.

Além dos quatro prêmios Nobel, também vão participar do evento mais 14 palestrantes brasileiros e estrangeiros como por exemplo, o químico medicinal Simon Campbell, que liderou a equipe de pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do Viagra e de outros medicamentos para controle da pressão arterial.

A ESPCA é um programa da Fapesp que envolve cursos de curta duração em ciência e tecnologia para alunos de graduação, pós-graduação e pós-doutorado. Este evento que faz parte do Ano Internacional da Química (AIQ 2011).

Ei-ichi Negishi recebeu o Nobel em 2010 por suas contribuições para reações químicas catalisadas pelo paládio e que são de ampla aplicação no desenvolvimento de novas gerações de fármacos e agroquímicos. Ana Yonat desvendou o funcionamento dos ribossomos, responsáveis pela produção de proteínas. Richard Schorock desenvolveu catalisadores que permitiram aperfeiçoar diversos processos nas indústrias petroquímica, farmacêutica, veterinária e agroquímica. E Kurt Wüthrich desenvolveu a técnica de ressonância magnética nuclear para esclarecimento de estruturas de compostos químicos, que hoje têm ampla aplicação como técnica de diagnóstico em medicina.

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