Proteína presente no intestino está ligada a déficit de atenção

Estudo foi feito em camundongos e abre caminho para novas terapias para síndrome de hiperatividade e até mesmo Parkinson

Alessandro Greco, especial para o iG |

Uma proteína que está presente no intestino também tem um papel importante no cérebro, cientistas chineses divulgaram nesta quinta-feira (11). A falta do receptor de hormônios guanilil ciclase-C afetou a capacidade de concentração e gerou hiperatividade em camundongos segundo pesquisa publicada pelo periódico científico Science.

A substância, verificaram os pesquisadores, também existe em uma região do cérebro associada à visão, audição, controle motor, sono e regulagem da temperatura corporal. “Ficamos bastante surpresos pois imaginávamos que este receptor ocorria predominantemente no intestino na regulagem da homeostase sal/água. Descobrimos que ele também é expresso em neurônios de dopamina que possuem um papel muito importante na regulagem de uma grande variedade de comportamentos”, explicou ao iG Minmin Luo, principal autor do artigo, do Instituto Nacional de Ciências Biológicas em Beijing, China.

No estudo, camundongos foram geneticamente modificados para não expressar o guanilil ciclase-C. O resultado foram animais com comportamentos similares aos encontrados em humanos com distúrbio de deficit de atenção. “Nossa descoberta sugere potenciais alvos terapêuticos para drogas que manipulem a atividade dos neurônios de dopamina cujo mau funcionamento está relacionado ao distúrbio de deficit de atenção, a esquizofrenia e a doença de Parkinson”, explicou Luo.

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