Proposta de Obama para a saúde custaria US$ 75 bi, diz estudo

WASHINGTON (Reuters) - A reforma da saúde proposta pelo presidente eleito Barack Obama custaria 75 bilhões de dólares aos cofres públicos dos Estados Unidos, mas daria cobertura a 95 por cento da população, disse a consultoria PriceWaterhouseCoopers na quarta-feira. O valor equivale a cerca de 2.500 dólares por cada novo segurado, segundo relatório da empresa.

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"O plano ampliaria cumulativamente para 1 trilhão de dólares até 2018, ou aproximadamente 130 bilhões de dólares por ano", afirma o relatório.

A proposta garante atendimento médico a dois terços dos 47 milhões de norte-americanos que hoje não têm plano de saúde, mas pode agravar alguns problemas, como a escassez de clínicos gerais, segundo a análise.

"Caso não haja corte de gastos, o aumento do custo com a saúde vai ampliar o custo do plano de Obama dramaticamente ao longo do tempo e reduzirá a eficácia dos mandatos . Isso pode tornar os custos federais insustentavelmente altos", disse o relatório.

"Por causa do déficit e da crise financeira, é improvável que haja novas verbas federais disponíveis, então a reforma da saúde pode exigir a realocação de dólares que já está no sistema de saúde."

Mas parte do dinheiro pode vir da suspensão de gastos com pagamentos a hospitais que atendem pacientes descobertos, segundo a análise. O estudo concluiu que 25 bilhões de dólares, ou cerca de um terço do custo do plano de Obama, poderia vir de pagamentos desse tipo hoje feitos aos hospitais.

"A proposta de Obama deve aumentar o faturamento, mas reduzir as margens para os fornecedores, empresas farmacêuticas e planos de saúde, que cada vez mais dependem de pagamentos do governo", diz o relatório.

Algumas pessoas sugerem que o combate à atual crise financeira seria mais prioritário do que a reforma na saúde, mas a PriceWaterhouseCoopers disse que ambas as coisas não são excludentes. A reforma na saúde poderia, por exemplo, desencadear uma onda de fusões e aquisições.

"A crise financeira e a culminação das forças do mercado poderiam acelerar a reforma da saúde, em vez de ser um empecilho."

(Reportagem de Maggie Fox)

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