Prolongar a vida dos vermes pode ajudar a melhorar a vida humana

Descoberta de substâncias que ajudam o verme C. elegans a expandir sua expectativa de vida traz indicações para pesquisa médica

New York Times |

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O verme C. elegans, que viu sua vida de 20 dias aumentar em até 70%
Cientistas encontraram a fonte da juventude, pelo menos para o minúsculo verme chamado de C. elegans.

Prolongar as vidas de vermes não é nenhuma grande descoberta; porém, o mais intrigante é que um dos compostos químicos usados pelos cientistas para obter esse resultado, tioflavina T, já foi usado em humanos – em estudos sobre o mal de Alzheimer. Outro composto que obteve sucesso em testes foi a curcumina, componente amarelo-vivo encontrado no tempero açafrão-da-índia.

A tioflavina T é usada para detectar massas de proteínas amiloides danificadas, encontradas no cérebro de pessoas que sofreram do mal de Alzheimer. Como esse corante se liga às proteínas amiloides, como a curcumina, os pesquisadores acreditam que ele surtiu um efeito benéfico nos vermes – desacelerando o acúmulo de proteínas avariadas.


Geralmente, o verme “C. elegans” vive de 18 a 20 dias. Tratados com os compostos, esse tempo aumentou entre 30% e 70%. E quando entravam na meia-idade, com cerca de 10 dias, os vermes tratados se mantinham mais ativos – e pareciam mais saudáveis – do que aqueles sem tratamento. Contudo, os compostos reduziam a fertilidade dos vermes e, como muitos outros produtos químicos, se tornavam tóxicos em dosagens mais altas.

“É difícil afirmar que esses compostos seriam eficazes, por exemplo, em mamíferos”, disse Gordon J. Lithgow, professor do Buck Institute for Research on Aging, em Novato, na Califórnia, e principal autor de um artigo descrevendo a pesquisa na edição atual da revista Nature .

Mas eles podem levar a novos compostos, que poderiam funcionar. “Isso, ao menos, mostra que esse é um bom lugar para procurar”, concluiu Lithgow.

Como muitas doenças relacionadas à idade estão associadas ao acúmulo de proteínas danificadas, a pesquisa também pode resultar em novos tratamentos.

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