Procriação animal também leva em conta a questão imobiliária

A escolha de fazer sexo está totalmente ligada à localização, ao menos para criaturas de água doce chamadas de rotíferos

The New York Times |

Getty Images
Rotíferos conseguem se reproduzir sexuada ou assexuadamente, e essa decisão depende do hábitat do animal
Os rotíferos conseguem se reproduzir sexuada ou assexuadamente, e essa decisão depende do hábitat do animal, segundo um novo estudo publicado na revista “Nature”.

Os pesquisadores criaram rotíferos em três ambientes diferentes: um com alta qualidade de alimento disponível, um com alimento de baixa qualidade, e outro com uma mistura. O índice de reprodução sexual permaneceu o mesmo onde a qualidade do alimento era consistentemente alta ou baixa, mas aumentou significativamente ao longo das gerações na região misturada, segundo os pesquisadores.

No ambiente misturado, as fêmeas assexuadas mostraram maior probabilidade de gerar descendências de fêmeas com reprodução sexuada. Nas duas regiões homogêneas, as fêmeas tendiam a gerar fêmeas assexuadas – cópias exatas de si mesmas.

Os pesquisadores acreditam que um grupo mais diversificado de genes é uma ferramenta muito útil de sobrevivência num ambiente heterogêneo.

“Essa seria a explicação de por que o sexo é benéfico e por que o índice do sexo aumenta”, afirmou Lutz Becks, ecólogo evolucionário da Universidade de Toronto e principal autor do estudo. “Você está misturando seus genes”.

Após 12 semanas, ou cerca de 80 gerações de rotíferos, os pesquisadores descobriram que aproximadamente 80% da população nos grupos heterogêneos era sexuada, frente a apenas 40% dos grupos homogêneos.

“Obviamente, a natureza é diferente de nosso simples ambiente de laboratório, mas isso nos permite acompanhar o índice do sexo em tempo real”, afirmou Becks.

    Leia tudo sobre: acasalamento

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG