Poeira cósmica é descoberta em enormes quantidades

Explosão estelar acontecida em 1987 gerou material suficiente para formar 200 mil planetas como a Terra

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As linhas brancas na imagem indicam a posição da supernova 1987A, fonte de uma grande quantidade de poeira cósmica
Sabe-se que a supernova (explosão violenta de uma estrela) é uma das fontes de poeira cósmica. Há bastante tempo, porém, não se tem certeza sobre a origem da enorme quantidade de poeira, necessária para formar os planetas e as estrelas, como o Sol.

Agora, com a ajuda do Observatório Espacial Herschel da Agência Espacial Europeia, os astrônomos conseguiram detectar quantidades enormes de poeira cósmica, emitida de uma supernova há 25 anos.

“Estamos observando no espaço, comprimentos de onda que nunca foram vistos antes”, afirmou Mikako Matsuura, astrônoma da Universidade de Londres e principal autora do estudo. Mikako e seus colegas relataram suas descobertas no periódico especializado Science.

A supernova, conhecida por 1987A , ocorreu em 1987, em uma pequena galáxia conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, que fica a 160 mil anos-luz. Ela ocorreu quando o núcleo de uma estrela envelhecida implodiu, criando uma explosão violenta, visível a olho nu da Terra .

A luz da supernova destacou um anel de material gigantesco, medindo cerca de 10 milhões de quilômetros.

O Herschel, observatório que foi posto em órbita em 2009, conseguiu detectar partículas de poeira muito frias no anel. A temperatura da poeira no centro dos restos da estrela é de -215 graus Celsius, afirmou Matsuura.

Ela e sua equipe relataram que a explosão gerou poeira fria suficiente para formar mais de 200 mil planetas Terra. Explosões como essa são suficientes, eles acreditam, para criar as grandes nuvens de poeira observadas em galáxias jovens.

Estudando esta poeira com o uso do Herschel e outros telescópios, os pesquisadores esperam compreender melhor a formação das galáxias, inclusive a formação da Via Láctea.

“Os planetas são feitos de poeira interestelar, assim como todas as criaturas do planeta”, afirma Michael Barlow, outro astrônomo da Universidade de Londres e coautor do estudo. “Basicamente, nós somos feitos de poeira interestelar”.

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