Pinturas rupestres eram realistas, revela estudo de DNA

Análise genética de fósseis de equinos comprova que cavalos com machas, representados em caverna na França, realmente existiram

AFP |

AP
Teste de DNA: Estudo revela que pinturas rupestres representavam a vida real
Uma equipe internacional de cientistas anunciou nesta segunda-feira (7) ter descoberto a prova de que os "cavalos cheios de pintas", representados em pinturas rupestres da pré-história, existiam naquela época e não eram um produto da imaginação.

Em seus afrescos, os homens da pré-história se empenhavam em reproduzir o que viam em seu coditiano e não se aventuravam a "imaginar" os temas criados, ao contrário do que afirmam alguns arqueólogos.

Um estudo sobre o assunto está sendo divulgado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Os cientistas chegaram a esta conclusão após terem analisado os ossos e os dentes provenientes de mais de 30 cavalos da Sibéria e da Europa - alguns tendo vivido há 35 mil anos. Segundo eles, seis desses equinos partilhavam um gene presente hoje no cavalo de pelagem manchada.

Até então, só podia ser comprovada a existência de cavalos pré-históricos com pelagem monocromática.

No centro do debate que agita o mundo científico estão principalmente os "cavalos com pintas" da gruta de Pech Merle (Lot), no Sudoeste da França.

Seus afrescos datam de cerca de 25 mil anos e representam cavalos brancos, com a pelagem pontuada de manchas pretas.

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