Pesquisadores investigam DNA de roedor imune ao câncer

Mamífero é capaz de viver sete vezes mais do que outros ratos, sem nunca desenvolver a doença

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Pesquisadores anunciaram na semana passada o sequenciamento genético do rato-toupeira-pelado, um mamífero capaz de viver sete vezes mais do que outros roedores, sem nunca desenvolver câncer. A ciência quer encontrar nos genes do animal o segredo da longevidade e da resistência aos tumores.

O biólogo português João Pedro de Magalhães, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, pesquisa o envelhecimento. Ao comparar a massa e a longevidade de vários animais, percebeu que três mamíferos eram pontos fora da curva: o rato-toupeira-pelado, a baleia-da-Groenlândia e o próprio homem.

Como não é prático estudar baleias-da-Groenlândia, que pesam 100 toneladas e vivem mais de 200 anos, optaram pelo roedor africano - 35 gramas e longevidade de 30 anos. Ratos e camundongos chegam a 4 anos.

Magalhães contou com a ajuda do argentino Mario Caccamo, do Centro de Análise Genômica (TGAC, na sigla em inglês). Caccamo realizou seu mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O rato-toupeira-pelado habita o Chifre da Àfrica, no nordeste do continente. O roedor vive embaixo da terra, em túneis que dão razão ao seu nome, alimentando-se de raízes. Sua temperatura corporal gira em torno de 32°C, cinco graus a menos do que camundongos e seres humanos.

Além disso, possui uma organização social singular, que lembra muito a de colmeias, algo insólito para mamíferos. Há uma rainha fecundada por, no máximo, três machos. O resto da colônia - que pode ter até 300 membros - não se reproduz.

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