Pesquisadores encontram primeiro asteroide troiano da Terra

O corpo celeste acompanha a órbita do planeta em torno do Sol e foi descoberto com a ajuda de sonda espacial da Nasa. Veja vídeo

Alessandro Greco, especial para o iG |

Nature
Ilustração mostra trajetória do asteroide troiano: companheiro da Terra
O planeta Terra não está sozinho em sua viagem ao redor do Sol. Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira pelo periódico científico Nature mostra que um asteroide acompanha o planeta, fazendo a mesma órbita em torno do Sol. Esse tipo de corpo celeste é chamado de asteroide troiano. “Há cerca de 20 anos esperávamos  encontar asteróides troianos da Terra, desde que um asteróide semelhante foi achado em Marte”, afirmou ao iG Martin Connors, da Universidade de Athabasca, no Canadá.

O 2010 TK7, seu nome oficial, inclusive está faz tempo acompanhando o planeta azul: segundo os pesquisadores, cerca de 10 mil anos. “Olhando da superfície da Terra, os asteroides troianos da Terra estão geralmente perto do Sol e podem ser vistos apenas por um curto período de tempo, perto do nascer ou pôr do astro. Além disso, o céu é um lugar muito grande para se procurar por um objeto pequeno. Logo, com a competição pelo uso dos grandes telescópios e o tempo limitado para enxergá-lo, é difícil realizar um boa busca”, completou Connors. Veja no vídeo abaixo a trajetória do asteroide:


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A descoberta foi feita com a ajuda da sonda espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE, no acrônimo em inglês) lançada no final de 2009 pela Nasa. Segundo os pesquisadores é provável que haja outros asteróides troianos em torno da Terra.

A existência de pequenos corpos celestes na mesma órbita de um planeta foi prevista em 1772 pelo matemático francês Joseph-Louis Lagrange. Segundo ele, um desses corpos que estivesse sessenta graus à frente ou atrás do planeta ficaria permanentemente nesta região – no caso da Terra, o 2010 TK7 está à frente.

Demorou, no entanto, mais de dois séculos para que o primeiro asteróide troiano fosse encontrado na órbita de Júpiter pelo astrônomo alemão Max Wolf. “Havia o hábito de batizar corpos celestes com nomes da história clássica então este ganhou o nome de Aquiles. Quando dois outros asteroides similares foram rapidamente encontrados eles foram batizados de Pátroclo (primo de Aquiles) e Heitor (o troiano que matou Aquiles). Depois disso nomes relacionadas à guerra de Tróia passaram a ser usados para este tipo de asteróide”, explicou Connors. Atualmente os astrônomos sabem da existência de asteróides troianos em torno de Júpiter, Netuno e Marte.

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