Pesquisadores do cérebro ganham prêmio Príncipe de Astúrias

Estudos de Joseph Altman, Arturo Alvarez-Buylla e Giacomo Rizzolatti contribuíram para tratamento de doenças como o Alzheimer

Reuters |

Os neurocientistas Joseph Altman, Arturo Alvarez-Buylla e Giacomo Rizzolatti foram homenageados nesta quarta-feira (25) com o prêmio Príncipe de Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica 2011, anunciou o júri do prêmio.

Os jurados destacaram que os trabalhos dos três cientistas sobre a regeneração de neurônios nos cérebros adultos abriram uma janela para o tratamento de doenças como o mal de Alzheimer.

"As descobertas desses três pesquisadores estão entre as mais importantes da neurobiologia, mudando nossa maneira de entender o cérebro", disse o júri reunido na cidade espanhola de Oviedo.

As pesquisas do norte-americano Altman e do mexicano Alvarez-Buylla focalizam a chamada neurogênese, ou regeneração de neurônios em cérebros adultos, enquanto Rizzolatti, italiano de origem ucraniana, descobriu os neurônios espelho, que são ativados não apenas durante a execução de uma ação, mas também durante a observação da mesma.

Foi o quarto dos oito prêmios Príncipe de Astúrias anunciados este ano, depois de serem divulgados os de Comunicação e Humanidades, dado à Royal Society de Londres, o prêmio de Artes, que ficou com o regente italiano Riccardo Muti, e o de Ciências Sociais, concedido ao psicólogo norte-americano Howard Gartner.

O prêmio, que será entregue em Oviedo em cerimônia solene durante o outono europeu, é acompanhado de 50 mil euros e uma escultura do artista catalão Joan Miró.

(Reportagem de Blanca Rodríguez)

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