Pesquisadores desejam criar superfície capaz de repelir gelo

Dificuldade está no fato de que mesmo sendo à prova d¿água, uma superfície pode não ser à prova de gelo ou de geada

The New York Times |

© AP
Avião no pátio coberto de neve do Aeroporto Internacional da Filadélfia (EUA), em dezembro de 2010
Remover o gelo de aeronaves com produtos químicos é caro, ambientalmente hostil e demorado; isso é notório entre os passageiros que ficam encalhados durante nevascas de inverno.

Durante a última década, pesquisadores exploraram a possibilidade de construir aviões com materiais hidrofóbicos ou à prova d’água, que não exigiriam o processo de retirada do gelo.

Hoje, porém, pesquisadores do MIT relatam que essa tentativa é falha. Mesmo sendo à prova d’água, uma superfície não pode ser à prova de gelo ou de geada. Suas descobertas aparecem na revista "Applied Physics Letters".

"A água pode passar diretamente do estágio gasoso para o sólido", disse Kripa Varanasi, principal autor do estudo e professor de engenharia mecânica do MIT. "Quando o gelo se forma dessa maneira _ geralmente chamado de geada _ numa superfície super-hidrofóbica, ele pode praticamente cobri-la inteiramente".

O resultado é uma superfície coberta de gelo que não é mais hidrofóbica, mas incrivelmente hidrofílica, ou captadora de água, disse ele.

Varanasi acredita que o acúmulo de gelo pode ser melhor controlado com a criação de uma superfície com texturização de nanoescala.

A tecnologia também teria aplicações fora da aviação. Turbinas eólicas tendem a acumular grandes quantidades de gelo, e além de gerar um arrasto significativo e reduzir o desempenho, uma turbina girando pode arremessar grandes pedaços de gelo e causar danos graves.

O verdadeiro desafio está em criar uma textura ideal, que impeça a formação indesejada de gelo, e que seja durável e escalável, afirmou Varanasi.

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