Peixes em formol viram arte em raio-X

Fotógrafo faz raio-X de espécies conservadas desde o século XIX

Alessandro Greco, especial para o iG |

Imagine fazer raios-X de diferentes espécies de peixes primárias (aquelas das quais se originaram todas as outras), muitas deles conservados em jarras com formol e álcool desde o século XIX.

Parece trabalho de doido, mas há um bom motivo para o fotografo americano Kyle Luckenbill já ter feito mais de 500 delas. “Os raios-x podem nos mostrar muito. A contagem das vértebras pode ser usada para identificar espécies. Outra informação interessante vinda dos raios-x é o conteúdo do estômago. Já vimos peixes (inteiros e pedaços), caracóis e crustáceos dentro dos peixes que fotografamos”, disse Luckenbill ao iG .

Financiado pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, o trabalho faz parte de um projeto para criar um banco digital de imagens de espécies de peixes.

O fato de fazer as fotografias não é uma novidade, mas as imagens obtidas por Luckenbill muitas vezes parecem obras de arte. E, como todo artista, ele tem suas preferidas. “Prefiro fazer raios-X de qualquer coisa que seja bonita e plana com uma lateral relativamente fina. Esses peixes são fáceis de posicionar e não necessitam de experimentação com diferentes intensidades de raio-X para que a imagem seja boa em que todas as estruturas sejam visíveis”, explica Luckenbill, cujo trabalho usa o acervo da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia, onde está uma das maiores coleções de peixes dos Estados Unidos.

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