Mesmo se movendo com movimentos lentos e constantes, os orangotangos queimam menos calorias que o humano sedentário

Azy tem metabolismo econômico e queima menos calorias que humanos
NYT/The New York Times
Azy tem metabolismo econômico e queima menos calorias que humanos
Azy, um macho, foi um dos quatro orangotangos estudados num laboratório em Iowa, nos Estados Unidos. Mesmo se movendo com movimentos lentos e constantes, os orangotangos queimam menos calorias que o humano sedentário.

Para estudar o assunto, os cientistas não foram às florestas tropicais do sudeste da Ásia, o habitat natural dos orangotangos; em vez disso, eles alistaram quatro orangotangos que viviam no “Great Ape Trust”, um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos em Des Moines, no Iowa. Mesmo em cativeiro, os quatro vivem num grande habitat, similar ao dos espécimes selvagens.

Como os orangotangos possuem uma compreensão rudimentar de comandos e pedidos falados, os pesquisadores pediram que eles bebessem uma água modificada com isótopos mais pesado em hidrogênio e oxigênio, e que em seguida urinassem em potes para análise.

“Foi fácil assim”, disse Herman Pontzer, professor de antropologia biológica da Universidade de Washington, em St. Louis, e principal autor do estudo da energética de orangotangos – que será publicado em “Proceedings of the National Academy of Sciences”. “É mais fácil que trabalhar com crianças de 3 anos”.

Como parte do oxigênio mais pesado é aspirado como dióxido de carbono, refletindo a quantidade de esforço físico, a proporção de mudança dos isótopos de hidrogênio e oxigênio mostra quantas calorias os orangotangos queimaram.

Por exemplo, as duas orangotangos fêmeas, Katy e Knobi, cada uma pesando cerca de 55kg, queimaram aproximadamente 1.600 calorias por dia, muitas centenas a menos que uma mulher de peso similar que esteja fazendo exercícios moderados.

Pontzer afirmou que os orangotangos podem ter desenvolvido esse metabolismo econômico para evitar passar fome, já que as frutas que comem se tornam periodicamente escassas em suas florestas nativas. A permuta evolucionária faz com que os orangotangos cresçam vagarosamente e se reproduzam em ritmo lento.

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