Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse ao Congresso nesta quarta-feira que o tempo para brigas acabou e pediu uma ação rápida na reforma completa do sistema de saúde que transformaria o setor de saúde e o mercado de seguros nos Estados Unidos.

No discurso, Obama disse que os congressistas estavam "mais próximos do objetivo da reforma do que sempre estiveram" e descreveu uma série de propostas que, segundo ele, melhoraria a estabilidade de segurados e aumentaria as opções para aqueles sem cobertura.

Ele expressou forte reprovação aos críticos de seu plano, acusando-os de substituir um debate honesto por táticas de pânico.

"Não gastarei meu tempo com aqueles que fizeram cálculos de que a melhor política é matar este plano do que melhorá-lo", disse Obama em sessão conjunta do Congresso, transmitida pela televisão.

Obama fez o discurso na esperança de rejuvenescer sua proposta de reforma de 2,5 trilhões de dólares no sistema de saúde norte-americano, parada no Congresso em meio a uma avalanche de críticas.

Ele disse que seu projeto pretende cortar os gastos do sistema de saúde, melhorando os tratamentos, regulando seguros e expandindo a cobertura para mais de 46 milhões de norte-americanos não-segurados.

Como prometido, Obama explicou vários conceitos que gostaria de ver incluído em qualquer projeto final aprovado pelo Congresso, como a criação de uma bolsa de seguros, na qual indivíduos e pequenas empresas poderiam realizar negócios.

Ele também reiterou seu apoio para um plano de seguros controlado pelo governo --a chamada "opção pública"-- que tem recebido forte oposição de críticos que afirmam que prejudicaria seguradoras e que é equivalente à aquisição do setor pelo governo.

Mas ele deixou claro que a falta de uma opção pública em qualquer projeto final não seria fundamental.

"A opção pública é apenas um meio para este fim --e devemos seguir abertos a outras ideias que cheguem ao objetivo final", completou.

(Reportagem adicional de Patricia Zengerle, Steve Holland, Susan Cornwell, Donna Smith e Ross Colvin)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.