Obama nomeia Tom Daschle para reformar sistema de saúde dos EUA

Por Deborah Charles CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou na quinta-feira o ex-líder do Senado Tom Daschle para liderar o esforço para reformar o sistema de saúde do país. Ele será secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e chefiará uma nova secretaria da Casa Branca para a reforma da saúde.

Reuters |

A escolha por Daschle coloca um experiente executor do Congresso no comando de uma questão política identificada pelo presidente eleito como uma de suas prioridades.

A nomeação de Daschle foi bem recebida nas organizações de saúde, disse Karen Ignagni, da Planos de Saúde da América, que consideram a medida um sinal "de que a administração que entra tem como intenção priorizar uma reforma ampla no sistema de saúde".

Obama fez o anúncio em uma entrevista coletiva ofuscada por perguntas sobre a prisão do governador de Illinois, Rod Blagojevich, acusado de tentar vender a vaga do Senado norte-americano deixada por Obama após sua eleição em novembro.

O presidente eleito disse não ter discutido o assunto com o governador e pediu que sua equipe reúna informação sobre contatos com Blagojevich. Ele também afirmou que o governador de Illinois perdeu sua capacidade para governar e deveria renunciar.

Obama, que venceu o republicano John McCain na eleição presidencial de 4 de novembro em parte por causa das promessas de oferecer um sistema de saúde que todos os norte-americanos possam pagar, disse que o país tem de seguir adiante com a reforma da saúde apesar da atual crise financeira.

"Agora os pequenos negócios em toda a América estão demitindo ou fechando as portas para sempre em razão dos altos custos do sistema de saúde".

"Algumas das maiores corporações da América, incluindo importantes fabricantes de carro, lutam para competir com companhias estrangeiras desobrigadas por esses custos", acrescentou.

O empenho para a reforma no sistema de saúde deverá custar entre US$ 50 bilhões a US$ 65 bilhões. Obama disse que pagaria por isso voltando atrás nos cortes de impostos do governo Bush para os norte-americanos que ganham mais de US$ 250 mil por ano e mantendo as taxas estaduais em seus níveis de 2009.

Com a atual crise econômica, porém, muitos se perguntam se ele será capaz de levar o plano adiante.

Quase 46 milhões de norte-americanos vivem sem plano de saúde.

O sistema de saúde dos EUA responde por cerca de 16 por cento do produto interno bruto norte-americano - ou US$ 2,3 trilhões --, proporção que deve crescer para 20 por cento, ou US$ 4 trilhões, até 2015.

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