Obama faz campanha por reforma na saúde; apoio popular cai

Por Jackie Frank WASHINGTON (Reuters) - O apoio popular à estratégia do presidente Barack Obama para reformular o sistema de saúde dos Estados Unidos parecia vacilar enquanto os republicanos intensificavam na segunda-feira os ataques contra o plano, considerado por eles caro e ineficaz.

Reuters |

Obama fez campanha pelo plano de 1 trilhão de dólares em um hospital infantil local, afirmando que o Congresso deve agir rápido.

"Mesmo que as famílias norte-americanas tenham sido afetadas pelos custos crescentes dos planos de saúde, empresas de saúde e seus executivos registraram lucros de um sistema quebrado", disse Obama.

"Falamos exaustivamente sobre este problema ano após ano mas a menos que ajamos e ajamos agora, nada disso mudará", completou.

A administração Obama tenta criar as condições para a votação no Congresso em duas ou três semanas.

O presidente do Comitê Nacional Republicano, Michael Steele, chamou os esforços de Obama para aprovar no Congresso a nova legislação da saúde antes do recesso de agosto de "experiência imprudente".

"O presidente está apressando essa experiência pelo Congresso tão rápido e tão cedo, que ainda não tivemos um momento para pensar se ela funcionaria - ou pior, para pensar sobre as consequências à nossa nação, à economia e ao futuro econômico de nossas famílias se não funcionar", disse ele no National Press Club.

O governo esforçou-se para superar as preocupações entre democratas conservadores de que os governos estaduais e federal, já sobrecarregados, não sejam capazes de estender o sistema de saúde para os cerca de 46 milhões de não segurados.

Na semana passada, analistas do orçamento do Congresso disseram que o plano acrescentaria 239 bilhões de dólares ao déficit orçamentário ao longo de 10 anos, gerando dúvidas em torno da promessa de Obama de manter o plano dentro do orçamento.

A reforma de 2,5 trilhões de dólares na indústria da saúde dos EUA é a prioridade doméstica de Obama e um importante teste à sua Presidência, mas ele está ficando sem tempo para aprovar legislação ainda este ano.

O adiamento para 2010, ano de eleição no Congresso, pode tornar mais difícil a obtenção de um acordo final.

Uma pesquisa do Washington Post e da ABC News realizada na semana passada indicou que a aprovação de Obama nesta questão caiu para 49 por cento, ante 57 por cento em abril, e a desaprovação subiu de 29 por cento para 44 por cento.

Mas o apoio ao plano no Congresso segue forte entre seus colegas democratas, com amparo de 75 por cento, contra os mais de 75 por cento dos republicanos que se opõem ao pacote.

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