Obama diz que saúde dos EUA não pode esperar

Por David Alexander WASHINGTON (Reuters) - O presidente Barack Obama disse na quinta-feira que os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de adiar a reforma na saúde pública, e prometeu superar o impasse político que inviabilizou iniciativas anteriores, de modo a aprovar um plano abrangente ainda neste ano.

Reuters |

Obama lançou formalmente a reforma da saúde pública em um fórum na Casa Branca, dizendo a cerca de 120 especialistas que um sistema custoso e ineficiente está afetando também a economia do país.

"A reforma da saúde não é mais só um imperativo moral, é um imperativo fiscal", disse Obama. "Se quisermos criar empregos e reconstruir nossa economia, então devemos tratar do esmagador custo da saúde neste ano, nesta administração."

Obama disse entender o ceticismo com a iniciativa, devido ao fracasso de um plano nesse sentido do ex-presidente Bill Clinton, na década de 1990, que enfrentou forte oposição das administradoras de planos de saúde e dos laboratórios. Ele prometeu lutar contra esses interesses entranhados.

"Sei que as pessoas estão com medo que desenhemos as mesmas velhas linhas na areia e cedamos aos mesmos interesses entranhados e voltemos ao mesmo impasse que em estivemos presos durante décadas", afirmou.

"Desta vez é diferente. Desta vez, o apelo por reforma está vindo de baixo para cima, de todo o espectro - de médicos, enfermeiras e pacientes; sindicatos e empresas; hospitais, prestadores de serviços de saúde e grupos comunitários", disse ele.

A reforma da saúde é mais uma enorme tarefa numa agenda da Casa Branca já abarrotada, que inclui diversos programas para atenuar a crise econômica, regatar um sistema financeiro em apuros e curar um enfermo mercado imobiliário.

Mas Obama disse que a crise econômica tornou a tarefa da saúde ainda mais crítica, e reiterou sua meta de aprovar uma medida abrangente para a saúde até o final do ano.

"Por ampla margem, a maior ameaça ao equilíbrio do balanço da nossa nação é o custo em disparada da saúde", afirmou.

Os custos dos EUA com a saúde pública cresceram para 2,5 trilhões de dólares por ano, e o número de pessoas sem plano de saúde subiu para 46 milhões. O país consistentemente tem resultados inferiores ao de outros países ricos na prevenção e tratamento de muitas doenças, como a diabete.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG