Obama corta 38,5% dos fundos para exploração de Marte

Medida deverá inviabilizar associação com a Agência Espacial Europeia para duas missões ao planeta vermelho

AFP |

Nasa
A imagem da Nasa mostra a superfície de Marte, segundo registros da sonda Opportunity
O governo de Barack Obama reduziu em 38,5% os recursos destinados à exploração robótica de Marte em seu projeto de orçamento para 2013 enviado ao Congresso nesta segunda-feira (13), o que provavelmente porá fim à associação com a Europa para duas missões no planeta vermelho.

O orçamento proposto para o conjunto da agência espacial americana (Nasa) para o ano fiscal que começa em 1º de outubro chega a US$ 17,7 bilhões de dólares, uma redução de apenas 0,3% ou de 59 milhões de dólares com relação ao orçamento de 2012.

Os cortes mais drásticos afetam apenas a exploração robótica de Marte, com uma redução de 226 milhões de dólares (-38,5%).

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O documento não menciona especificamente a associação para a missão ExoMars com a Agência Espacial Europeia (ESA), que previa o envio de duas sondas a Marte, a primeira em 2016 e a segunda em 2018, com o objetivo final de coletar amostras do solo marciano.

Segundo o acordo celebrado em 2009, a Nasa contribuiria com até US$ 1,4 bilhão para as duas missões e a ESA com US$ 1,2 bilhão.

Mas os cientistas americanos da Sociedade Planetária, informados de antemão pelo governo americano, disseram na quinta-feira que a redução do orçamento da Nasa significaria o fim da ExoMars.

A Nasa atribuiu sua decisão às restrições orçamentárias que a obrigaram a revisar seu programa de exploração de Marte.

"Os fundos para a exploração robótica de Marte diminuem após o lançamento, em 2012, da sonda Mars Science Laboratory - programada para pousar em Marte em agosto - e a finalização da sonda Mars Atmosphere and Vollatile Evolution Mission", que será lançada em 2013 para estudar a atmosfera marciana, informou a agência espacial americana.

"A reformulação do programa de Marte na Nasa permitirá um enfoque mais integrado para o avanço dos objetivos científicos e de exploração humana, em consonância com os recursos orçamentários e as prioridades em um plano de dez anos na área da ciência planetária", acrescentou.

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