Obama busca novo impulso para reforma do sistema de saúde

Por John Whitesides e Donna Smith WASHINGTON (Reuters) - Líderes democratas prometeram uma ação rápida na reforma do sistema de saúde nesta quinta-feira após o discurso ousado do presidente norte-americano, Barack Obama, que teve boa acolhida pública, mas não pareceu mudar muitas mentes no Congresso.

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Os democratas esperavam que o discurso de Obama a uma sessão conjunta do Congresso no horário nobre dissipasse o ceticismo público e criasse uma nova oportunidade para seu esforço de reforma do sistema de saúde de 2,5 trilhões dos EUA.

O presidente da Comissão de Finanças do Senado, Max Baucus, disse que muitos dos planos delineados por Obama espelham as propostas do comitê e ajudam a criar a confiança entre os negociadores da "Gangue dos Seis", que tentam costurar um plano de reforma bipartidário.

"O discurso do presidente trouxe vida nova ao que fazemos", disse Baucus, que pretende levar adiante uma proposta na semana que vem mesmo sem apoio republicano.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse à imprensa estar confiante que Obama vai assinar uma proposta de reforma do sistema de saúde até o fim do ano.

"Agora é o momento de agir, e não vou permitir que a reforma seja adiada ou ameaçada pelos desvios ideológicos de sempre", disse Obama. "Já discutimos esse assunto até a exaustão, ano após ano, década após década, e o tempo do diálogo está acabando, o tempo das picuinhas já acabou".

Uma pesquisa CNN/Opinion Research mostrou que 67 por cento dos entrevistados apoiam a reforma depois do discurso presidencial, comparado aos 53 por cento anteriores, e outras pesquisas também mostraram progressos na aprovação da principal plataforma doméstica de Obama.

A reação republicana foi bem mais morna. O senador John McCain demonstrou preocupação com o alto custo do plano de Obama.

"As contas não fecham", disse McCain ao programa "Today" na rede de televisão norte-americana NBC. "Há muito pouca coisa nesse pacote que pede uma redução de gastos, e um trilhão de dólares é o que basicamente vai custar".

Três comissões na Câmara dos Deputados e um comitê do Senado completaram o trabalho no acordo de reforma da saúde, e o Comitê de Finanças do Senado é a última instância antes de cada Casa do legislativo assumir o tema.

(Reportagem adicional de Steve Holland, Thomas Ferraro, Andy Sullivan e Matt Spetalnick)

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