Novo vulcão de lama entra em erupção no mar da Arábia

Pescadores paquistaneses informaram a existência de um novo vulcão de lama do mar Arábico, ele deve desaparecer em breve

The New York Times |

EO­-1/NA­SA
Imagens de satélite da costa do Paquistão feitas em fevereiro (esquerda) e em novembro de 2010 (direita)
Há uma nova ilha nas águas azuis do Paquistão, mas é melhor segurar o planejamento de férias: o ponto minúsculo é um vulcão de lama que provavelmente vai desaparecer antes de 1001 Noites.

Pescadores paquistaneses informaram o novo vulcão de lama do Mar Arábico, no final de novembro, e os satélites da Nasa tiraram uma foto dele em 11 de janeiro. O vulcão não estava presente na imagem de satélite que captou a região em fevereiro passado.

Segundo a Nasa, outros vulcões de lama já surgiram no Mar da Arábia, e a maioria desapareceu em poucos meses. Na verdade, a imagem de janeiro mostra sedimentos surgindo do novo vulcão de lama, o que sugere que ele está em erupção e vai desaparecer em breve.

Os vulcões de lama podem aparecer em terra ou debaixo d'água e se formam quando camadas subterrâneas de lodo e argila ficam pressurizados pela atividade tectônica ou por acúmulo de hidrocarbonetos.

Os vulcões de lama do Paquistão são movidos por placas tectônicas. A placa Arábica entra em contato com a da Eurásia, agitando sedimentos que formam planícies litorâneas no Paquistão.

Debaixo das planícies, a rocha está se derretendo em magma, que põe em infusão a água subterrânea com o calor e gases vulcânicos. A mistura ácida resultante dissolve as rochas acima em uma camada de lama e hidrocarbonetos, que depois se infiltra através das falhas.

A cerca de três quilômetros da costa, o novo vulcão de lama provavelmente terá de 30 a 60 metros de altura, disse James R. Hein, geólogo do Menlo Park, Califórnia.

Sua superfície é de lama e relativamente fria, mas "está provável saturado de água, assim fica gosmento, dependendo da quantidade de saturação", disse Hein

Como as fontes hidrotermais, vulcões de lama submarinhos podem ter seus próprios ecossistemas, repletos de formas de vida que obtêm a maioria de sua energia proveniente de fontes químicas, tais como o metano.

É rara a ocorrência de vulcões de lama que atingem a superfície da água, afirmou Hein. O pesquisador não tem conhecimento de nenhum que tenha durado o suficiente para sustentar vida na ilha, embora seja possível que a lama contenha algumas bactérias que crescem acima das ondas.

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