Novo teste genético consegue revelar procedência dos ancestrais

Exame permite identificar se antepassados vieram de grupos isolados, pequenas comunidades ou grandes centros

EFE |

Cientistas da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, desenvolveram um teste genético que revela a procedência dos ancestrais e as características das comunidades há milhares de anos.

Em um trabalho publicado nesta quarta-feira (17) pela Public Library of Science (PLoS) , os cientistas afirmaram que o teste permite identificar se nossos antepassados procederam de uma comunidade pequena, grande e cosmopolita ou se viviam em grupos isolados.

Através do estudo também é possível descobrir se os pais de uma pessoa ou se seus ancestrais tinham algum tipo de vínculo familiar como, por exemplo, se procediam de uma comunidade na qual o casamento entre primos-irmãos era comum.

Os pesquisadores anunciaram que a descoberta permitirá identificar comunidades com riscos de doenças genéticas, como a fibrose cística e a distrofia muscular.

O doutor Jim Wilson ressaltou o valor histórico do estudo, que poderá traçar as migrações das populações. "É como um arquivo escrito em código genético, de modo que podemos entender a maneira como se desenvolveu o povoamento num passado distante", afirmou.

Os cientistas analisaram o DNA de mais de mil pessoas de 51 grupos étnicos, incluindo comunidades amazônicas, europeias e das ilhas do Pacífico, e identificaram aquelas que herdaram uma cópia idêntica de material genético de seus progenitores.

As provas permitiram constatar que a população nativa da América do Sul tinha a porcentagem mais alta de DNA compartilhado, o que sugere que estas comunidades foram pequenas e viveram isoladas durante muitas gerações. "Se um indivíduo recebe pedaços de DNA que são idênticos entre a mãe e o pai, isso demonstra que os pais são parentes próximos", disse Wilson.

Por outro lado, as comunidades africanas apresentaram o menor grau de semelhança genética, o que sugere que sofreram mais transformações ao longo dos anos.

De acordo com o pesquisador, "em algum ponto no passado todos nós fomos parentes".

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