Nova estação antártica terá segurança redobrada, diz Celso Amorim

De acordo com ministro da Defesa, risco de acidentes deverão ser minimizados

Agência Brasil |

O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, disse hoje (27) que a nova estação antártica brasileira, que substituirá a base destruída por um incêndio no sábado (25) , começará a ser reconstruída no próximo verão. Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, a nova estação terá “segurança redobrada” para evitar incêndios.

“Não quero me antecipar às investigações, mas não há nenhuma indicação de que [o incêndio] fosse algo que pudesse ser prevenido. Ainda é muito cedo [para saber o que será mudado em questões de segurança], mas, de qualquer forma, será feito o mais seguro possível. É um ambiente difícil, é um ambiente inóspito, é um ambiente sujeito a acidentes, que nós tentaremos minimizar da maneira mais absoluta. Isso sempre foi uma preocupação, mas evidentemente a segurança será redobrada”, disse Amorim.

No domingo, amorim afirmou que a nova base brasileira na Antártica , que deverá ser reconstruída terá uma arquitetura nova, mais “completa e orgânica”.

“A nossa ideia é imediatamente, já, chamar arquitetos para fazer desenhos, inclusive um desenho mais novo. Não estou dizendo que é por isso que aconteceu o incêndio, mas, obviamente, a base começou há 30 anos, então, ali ela foi agregando um pedaço ou outro. Agora já podemos pensar em uma coisa para o futuro, digamos, de maneira mais completa, mais orgânica”, disse Amorim.

De acordo com o ministro da Defesa, o planejamento da nova estação antártica, na Ilha Rei George, deve começar na segunda-feira (27). Ele ressaltou, no entanto, que ainda não é possível avaliar os danos na estação incendiada, nem precisar quando a nova base estará pronta.

Leia também:
Pesquisadores e militares que estavam na Antártida voltam ao Brasil
Chile oferece ajuda na reconstrução da base na Antártica
70% da estação na Antártida foi destruída pelo fogo, diz Marinha
Acidente expõe crise do programa brasileiro, diz pesquisador

O incêndio na base brasileira começou por volta das 2h de sábado, na praça de máquinas, local onde ficam os geradores de energia. Dois militares morreram, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos, ambos da Marinha. Eles participavam do grupo de apoio que tentava apagar o incêndio originado na casa de máquinas da base. O primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos ficou ferido.

O ministro ressaltou que um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) já foi enviado ao Chile para buscar os corpos do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e do sargento Roberto Lopes dos Santos, mortos no incêndio. Se as condições climáticas permitirem, o avião irá à Ilha Rei George e retornará ao Brasil nesta terça-feira (28).

Amorim esteve na madrugada de hoje na Base Aérea do Galeão para receber os 41 pesquisadores e funcionários da estação antártica, resgatados depois do incêndio.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG