Nova espécie de dinossauro é descoberta no México

A espécie, da família dos ceratopsídeos, tinha chifres de até 1,20 m de comprimento

AFP |

Divulgação
Ilustração divulgada pela Universidade de Utah mostra como seria o Coahuilaceratops magnacuerna: chifres gigantes


Uma nova espécie de dinossauro, da família dos ceratopsídeos, de 72 milhões de anos e cujos chifres são maiores que os de seus parentes, foi descoberta no México por paleontólogos americanos, anunciaram nesta sexta-feira os cientistas.

Este herbívoro de quatro a cinco toneladas, chamado de Coahuilaceratops magnacuern a, media cerca de sete metros de comprimento e tinha de 1,80 a 2,10 metros de altura.

O animal parecia um rinoceronte, com dois chifres de até 1,20 metro localizados sobre seus olhos, e caminhava em quatro patas. Os chifres são os maiores encontrados em animais desta família e sua função ainda não está clara. Os paleontólogos acreditam que ele tenha a ver com sucesso reprodutivo, para atrair parceiros sexuais.

"Sabe-se pouco sobre os dinossauros do México, e este achado aumenta em grande medida nosso conhecimento destes animais que viviam nessa região no fim do Cretáceo", disse Mark Loewen, um paleontólogo do Museu de História Natural de Utah e principal autor do estudo, que será publicado na próxima semana na Indiana University Press.

O novo dinossauro foi encontrado na região do deserto de Coahuila durante expedições realizadas em 2002 e 2004, financiadas pela Universidade de Utah e pela National Geographic Society, editora da famosa revista mensal.

Na época em que este dinossauro viveu nessa parte do México, a região era um estuário úmido com abundante vegetação, um lugar onde as águas do oceano se mesclavam com as dos rios, indicaram os pesquisadores em um comunicado.

Muitos ossos de dinossauros fossilizados encontrados nessa zona estão cobertos de conchas fossilizadas que indicam que esses animais viviam próximos do mar.

As rochas onde foi encontrado o Coahuilaceratops também contêm muitos fósseis de dinossauros hadrossaurídeos (dinossauros herbívoros com bico de pato).

Estes locais parecem ter sido pontos de mortes em massa de dinossauros como consequência dos potentes furacões que ocorrem na região, explicaram os paleontólogos.

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