Noruega celebra centenário da expedição de Amundsen na Antártida

Explorador norueguês foi o primeiro a chegar ao Polo Sul

EFE |

AP
Jens Stoltenberg, primeiro ministro da Noruega, inaugura estátua em homenagem a Amundsen no Polo Sul

As autoridades norueguesas homenagearam nesta quarta-feira (14) na Antártida o explorador polar Roald Amundsen, pelo centenário de sua expedição ao Polo Sul. "Estamos aqui para celebrar uma das maiores façanhas da história da humanidade", disse o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg à agência "NTB".

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Stoltenberg inaugurou um busto de gelo ao homenageado em cerimônia para centenas de convidados, incluindo representantes noruegueses e pessoas da Estação do Polo Sul americana Amundsen-Scott.

Entre os presentes estavam os quatro membros expedição que recriou a odisseia de seu compatriota. Ao contrário da primeira experiência feita em trenós puxados por cachorros, esta última aconteceu sobre esquis, porque agora é proibida a introdução de espécies exóticas na Antártida.

"A expedição polar de Roald Amundsen contribuiu para formar a identidade nacional da Noruega", ressaltou Stoltenberg, que percorreu a pé com os expedicionários os últimos seis quilômetros até chegar ao Polo Sul geográfico.

O diretor do Instituto Polar Norueguês, Jan-Gunnar Winther, lembrou que Amundsen se aventurou em um terreno "completamente desconhecido e com uma pressão sobre-humana", em competição direta com a expedição britânica de Robert Scott.

Scott, que chegou ao objetivo dias depois do explorador norueguês e morreu na viagem de volta, da mesma forma que seus homens, também será lembrado "pela coragem e persistência para alcançar o ponto mais inóspito da Terra", declarou Stoltenberg.

A cerimônia na Antártida é a primeira de um dia inteiro de homenagens, no qual toda a Noruega lembrará o mítico explorador polar, com Tromso, a principal cidade do norte do país, como centro das atividades.

Nessa localidade, Amundsen será lembrado com exposições e outros atos durante o dia, que termina com discurso do príncipe herdeiro da Noruega, Haakon, e uma conexão via satélite com as autoridades que estão na Antártida.

Esses atos fecham o ano de homenagens a Amundsen e outro grande explorador polar noruegues, Fridtjof Nansen, nascido há 150 anos. Amundsen começou a forjar sua lenda quando derrotou Scott na expedição de 1911.

A escolha de cães groenlandeses ao invés de cavalos mongóis foi crucial para o triunfo de Amundsen, que sacrificou animais antes de chegar ao polo, armazenando a carne para a volta, o que diminuiu o peso e garantiu comida para os outros cachorros.

Menos acostumados às temperaturas extremas, os cavalos de Scott precisavam carregar sacos de aveia para servir de alimento, o que aumentava o peso. Todos morreram antes do tempo e a expedição britânica teve de prosseguir a pé.

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