Natureza ajuda a conectar diferentes regiões do cérebro

Pesquisa mostra que paisagens tranquilas fazem diferentes áreas ¿conversarem¿

Alessandro Greco, especial para o iG |

National Geographic
O bater das ondas na praia conecta diferentes áreas do cérebro
A sensação de bem-estar dada ao ver paisagens tranquilas não é apenas algo prazeroso. Há motivos neurológicos para que imagens de natureza provoquem satisfação plena nas pessoas. A natureza também ajuda diferentes áreas do cérebro a se conectar, segundo pesquisa liderado por Michael Hunter, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.

“Nossa pesquisa é interessante porque sugere que um estado particular da mente, a tranquilidade, está associado à emergência de um padrão de conexão entre diferentes regiões do cérebro”, afirmou Hunter ao iG . O mesmo não aconteceu em ambientes construídos pelos homens. Ou seja: situações percebidas pelo cérebro como tranquilas, neste caso na natureza, diferentes regiões do cérebro trabalham em sincronia. Caso contrário, não.

Publicado na revista Neuroimage, o estudo foi feito com ressonância magnética. Os pesquisadores mostraram cenas de ondas quebrando na praia e de carros passando por uma estrada com o mesmo som ao fundo - os dois barulhos são semelhantes, um constante ruído. O comportamento do cérebro dos voluntários foi analisado nas duas situações.

A experiência de tranquilidade é bastante complexa, segundo Hunter, pois traz intrinsecamente processos de percepção e de cognição do cérebro, como auto-reflexão. “O que nosso estudo sugere que esta complexidade se reflete no funcionamento do cérebro. As cenas tranquilas estão associadas com uma conectividade maior entre as áreas do cérebro envolvidas na percepção e regiões ligadas à auto-reflexão”, explica o pesquisador.

O trabalho, embora esteja ainda nas primeiras etapas, pode produzir, no futuro, uma forma de medir como o ambiente afeta a ativação do cérebro. “Esta pode ser uma maneira de ajudar a fazer modificações no ambiente que levem a uma experiência de maior de tranquilidade”, afirma Hunter.

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