Nasa recria imagem de supernova documentada há 2 mil anos

Supernova RCW 86 é a mais antiga que consta dos registros de astronomia

EFE |

NASA/ESA/JPL
Combinação de dados de quatro telescópios possibilitou recriar a imagem da supernova RCW 86, a mais antiga que consta dos registros de astronomia
A Nasa recriou a imagem da primeira supernova documentada, que foi observada por astrônomos chineses há quase dois mil anos e que teve suas fotos divulgadas nesta segunda-feira (24).

A Nasa combinou dados de quatro telescópios espaciais diferentes para criar a imagem da supernova, conhecida como RCW 86, a mais antiga que consta dos registros de astronomia.

Os astrônomos chineses foram testemunhas do evento que aconteceu no ano 185 d. C., quando descobriram uma estrela muito luminosa que permaneceu no céu durante oito meses.

As imagens de raios X do observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia e do Observatório de Chandra, da Nasa, foram combinadas para formar as cores azul e verde na imagem, que mostram que o gás interestelar se aqueceu a milhões de graus devido à onda expansiva da supernova.

Leia mais:
Astrônomos descobrem nova classe de supernova
Nasa mostra "restos" de explosão de supernova
Menina de 10 anos é a mais jovem descobridora de uma supernova
Telescópio capta explosão de supernova em 3D
Nasa descobre buracos negros supermassivos próximos da Terra

Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e da sonda Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer), que são vistos em amarelo e vermelho, revelam o pó que chega a várias centenas de graus abaixo de zero, cálido em comparação com o pó cósmico habitual na Via Láctea, indicou a agência espacial.

Mediante o estudo dos raios X e dos dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que a causa daquela misteriosa explosão no céu foi uma supernova de tipo Ia, que se produz depois da violenta explosão de uma estrela anã branca.

A supernova RCW 86 está a aproximadamente oito mil anos luz de distância. Tem 85 anos luz de diâmetro e ocupa uma região do céu na constelação austral de Circinus que, segundo indica a Nasa como referência, é ligeiramente maior que a lua cheia.

    Leia tudo sobre: ESPAÇO NASA

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG