Vinte e uma instituições, entre museus e centros turísticos, disputam para pagar mais de US$ 28 milhões para ter uma das naves

Ônibus espacial Discovery pousa em Cabo Canaveral, na Flórida, após concluir sua missão final
AFP
Ônibus espacial Discovery pousa em Cabo Canaveral, na Flórida, após concluir sua missão final
Na próxima terça-feira, 12, o administrador da Nasa, ex-astronauta Charles Bolden, deve anunciar as três instituições que receberão um ônibus espacial para guardar e exibir, após a aposentadoria das naves.

Estão na disputa 21 instituições – entre museus e centros turísticos – que lutam pelo privilégio de pagar US$ 28,8 milhões (R$ 46 milhões) por um dos três ônibus espaciais remanescentes.

Das naves em atividade – Discovery, Endeavour, e Atlantis – uma delas, o Discovery, já tem destino certo: o Museu Nacional de Ar e Espaço, da Smithsonian Institution. Mas isso ignifica que o Enterprise, o protótipo de ônibus espacial que atualmente está em poder da Smithsonian, ficará liberado para uma terceira entidade.

O anúncio de Bolden vai coincidir com o aniversário de 30 anos do primeiro vôo de um ônibus espacial: o Columbia foi ao espaço pela primeira vez em 12 de abril de 1981, vinte anos depois do voo pioneiro de Yuri Gagarin, o primeiro ser humano a sair da atmosfera da Terra.

Dos seis ônibus espaciais construídos – contando o Enterprise – dois foram destruídos: o Columbia, que explodiu durante o lançamento em 1986, e o Challenger, que se desintegrou ao reentrar na atmosfera em 2003. Ao todo, 14 pessoas morreram nos dois desastres.

(com informações da AP)

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