Nasa captura cores de explosão estelar

Telescópio Wise fotografou a nebulosa Água-Viva, remanescente da supernova que explodiu há 10 mil anos

iG São Paulo |

NASA/JPL-Caltech/UCLA
Nebulosa Água-viva, remanescente de supernova IC 443, teve sua imagem captada pelo telescópio Wise

Esta colorida nebulosa, remanescente de supernova IC 443, teve sua imagem captada pelo telescópio Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer) da Nasa. Também conhecida como a Nebulosa Água-viva, IC 443 é particularmente interessante porque fornece uma visão sobre como explosões estelares interagem com o meio.

As estrelas também têm circulo de vida – com nascimento, amadurecimento e morte. O modo como uma estrela morre depende de sua massa. Estrelas com massa semelhante ao do sol se tornam nebulosas no fim de suas vidas, enquanto estrelas com massa maior que a do sol explodem em supernovas. IC 443 vem de uma estrela que se tornou supernova entre 5 mil e 10 mil anos atrás.

A explosão da supernova enviou ondas de choque que viajaram pelo espaço, varrendo e aquecimento o gás e a poeira em torno do meio interestelar, além de criar a nebulosa vista nesta imagem.

O que a IC 443 tem de fora do comum é seu formato de concha, com duas partes com diferentes raios e estruturas.

A parte maior, vista na foto como o semicírculo violeta no canto superior esquerdo, é composta de filamentos que emitem luz a partir de ferro, neônio, silício e oxigênio, além de partículas de poeira, todas aquecidas pela explosão da supernova.

A parte menor, vista na foto pelo turquesa brilhante na metade inferior, é formada por aglomerados densos e protuberâncias que emitem luz a partir de gás hidrogênio e poeira aquecida. Este aglomerado é parte de uma nuvem molecular, que pode ser vista nesta imagem pela nuvem esverdeada. As cores vistas nesta imagem representam os diferentes comprimentos de onda de emissão de infravermelho.

A variedade de cores é também resultado de diferenças nas energias das ondas de choque batendo no meio interestelar. A parte maior da IC 443 foi criada provavelmente por uma onda de choque muito rápida, enquanto a outra parte deve ter se formado por uma onda de choque mais lenta.

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