Muralha da China pode não ser estrutura contínua, afirma arqueólogo chinês

Estudo das edificações comprovou a existência de paredes paralelas, o que contradiz a teoria de uma construção contínua única

EFE |

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Grande Muralha da China: tese da construção única cai por terra
A Muralha da China pode não ser uma estrutura contínua e alguns de seus trechos podem ser compostos de várias paredes paralelas, indicou nesta quinta-feira (8) um arqueólogo chinês, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Pesquisas realizadas em várias partes do monumento teriam levado à descoberta de partes nas quais foram construídas duas ou três paredes paralelas à muralha principal, contradizendo assim a ideia de que esta é uma construção contínua única.

O diretor do grupo de pesquisadores da Universidade de Shaanxi, Duan Jingbo, afirmou que o trecho da muralha localizado na província de Shaanxi, no noroeste da China, é composto de paredes paralelas, um tipo de construção que permitia que os líderes militares aquartelassem suas tropas mais efetivamente.

Desta maneira, segundo Duan, era aumentado o poder defensivo da muralha, algo que também é possível verificar em outras seções da construção.

As pesquisas sobre as condições da muralha, uma das sete maravilhas do mundo moderno, foram intensificadas em 2006 a pedido do governo central da China.

O monumento foi construído há dois mil anos pelo imperador chinês Qin Shihuang, unindo muralhas defensivas muito mais antigas, a fim de proteger seus domínios das incursões dos povos nômades do norte da Ásia.

A edificação, de mais de 4 mil quilômetros de extensão, é Patrimônio Mundial da Unesco, e seus lances mais visitados estão a algumas dezenas de quilômetros ao norte de Pequim.

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