Mulheres comem no mesmo ritmo quando estão juntas

Estudo mostrou que compartilhar refeição faz com que pessoas sincronizem as garfadas

Alessandro Greco, especial para o iG |

Getty Images
Estudo mostrou que pessoas tendem a sincronizar mordidas quando fazem as refeições acompanhadas
Pessoas que fazem as refeições acompanhadas acabam sincronizando as garfadas e mastigam o alimento no mesmo ritmo. Estudo da Universidade de Radboud conseguiu explicar um fenômeno já observado por cientistas de que pessoas à mesa comem mais quando seus companheiros fazem o mesmo – a influencia também é percebida quando um ingere menos comida.

No estudo publicado no periódico científico periódico científico PLoS One, pesquisadores observaram o comportamento de 140 mulheres jovens que comeram em pares e tiveram suas garfadas gravadas. Com as gravações foi possível analisar que as pessoas tendem a imitar o ritmo do companheiro de refeição. “Este é o primeiro trabalho a mostrar que pessoas copiam a ingestão de alimentos. Ele traz insights sobre até que ponto mulheres ajustam o ato de se alimentar às pessoas entorno dela”, afirmou ao iG Roel Hermans, da Universidade Radboud, principal autor do trabalho.

Os resultados do trabalho, que analisou cerca de 4000 mordidas, mostraram uma maior sincronia entre as mulheres ao se alimentar no início do processo. “As mulheres que participaram do trabalho não conheciam uma a outra. É possível que a tendência das mulheres jovens a se aproximar da pessoa com quem estão comendo seja maior no início, pois, neste momento, elas estão especialmente motivadas em passar uma impressão positiva. Esta situação poderia então aumentar o sincronismo. Pelo mesmo motivo, esta sincronia diminuiria ao longo da interação entre elas”, explicou Hermans.

Os pesquisadores ainda não sabem se o sincronismo acontece sempre entre membros da família, amigos e conhecidos ou apenas em situações como as do teste. “A questão de quanto isto acontece continua. Em geral, no início de uma interação, pessoas estão mais motivadas em passar uma boa impressão para um desconhecido do que para alguém que conheçam bem. Se o comportamento de entrar em sincronia é uma forma de tentar cair nas graças do outro, deveríamos ter menos sincronia entre pessoas que se conhecem do que entre desconhecidos.”

O próximo passo do trabalho será tentar generalizar os resultados fazendo análises semelhantes com homens, crianças e idosos.

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