Militares mortos não acharam a saída da casa de máquinas, tomada pela fumaça

Suboficial e sargento usavam máscaras, mas não é certo se levaram cordas, que facilitariam a saída do ambiente de combate ao incêndio

iG Rio de Janeiro |

AP
Militares morreram por não encontrarem a saída da casa de máquinas da estação, devido à fumaça
Os militares Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos morreram no incêndio da Estação Antártica Comandante Ferraz porque não conseguiram achar a saída da casa de máquinas , tomada por densa fumaça.

Leia também: "Vi quando colocaram as máscaras para combater o fogo", diz militar

O iG apurou que os dois chegaram a fechar a válvula de combustível, para evitar a maior propagação do fogo, mas não puderam encontrar a porta para deixar o recinto. Acabaram mortos, e seus corpos ficaram carbonizados. Uma testemunha ouvida pela reportagem não viu se portavam cordas, procedimento adotado exatamente para evitar que o combatente se perca em meio à fumaça e água.

Colegas acompanharam o drama e gritos pelo rádio

Reuters
Militares e técnicos chilenos trabalham para apagar o fogo
Pelo rádio, militares e pesquisadores acompanharam, impotentes, o drama dos colegas que combatiam o incêndio. Ouviram os gritos, na tentativa desesperada de buscar uma rota de fuga do ambiente que estava em alta temperatura e com quase nenhuma visibilidade.

Tanto o suboficial Figueiredo quanto o primeiro-sargento Santos usavam máscaras especiais para o combate ao fogo e usavam as roupas adequadas . Um exercício de combate ao fogo tinha sido feito na segunda-feira (21).

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O incêndio matou os dois militares, destruiu cerca de 70% da base e boa parte das pesquisas científicas em curso.

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